Animais começam a morrer por falta de chuvas - Foto: Internet

A falta de chuvas já começa a preocupar pequenos criadores de gado nos municípios de Mato Grosso. O tempo seco tem diminuido a oferta de alimentos nos pastos e animais já começam a morrer. Para evitar prejuízos, os mato-grossenses estão recorrendo ao uso de rações nos coxos o que, por sua vez, fez aumentar as despesas com a manutenção dos rebanhos neste período. Em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá, o clima é de preocupação.

Aparecido Gomes trabalha em um sítio no assentamento Antônio Conselheiro, considerado um dos maiores do país. Ele diz que os reflexos da seca começaram a ser sentidos pelos animais a pelo menos dois meses. “Tem uns 60 dias [que o gado está assim]. Agora apurou a seca e começou a falta do capim”, declarou.

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Aparecido conta que a propriedade já começou a perder animais. “Perdemos umas quatro vacas, três cruzadas e uma nelori. Morreram assim, não levantam. Tem que ajeitar para ver se consegue levar e dar remédio, soro”, acrescentou o trabalhador. Na propriedade, a ração foi o meio encontrado para amenizar a fome do rebanho.

Por outro lado, nem mesmo o uso do suplemento foi suficiente para evitar a baixa na produtividade leiteira do sítio que recou de 150 litros para 80 litros de leite. ” É a média agora”, ponderou o capataz.

Afonso da Cruz também mora no Assentamento Antônio Conselheiro e diz que mesmo as chuvas verificadas na última semana não foram suficientes para encher a represa que garante o fornecimento de água aos animais. “Essa chuva que deu não resolveu quase nada porque o poeirão secou tudo. Enquanto não chover bastante vai ser deste jeito”, salientou.

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Seca em Mato Grosso
Em Mato Grosso, a baixa umidade relativa do ar, inferior até 30%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem contribuído para secar a pastagem. Com isso, aumentam-se os riscos de focos de queimadas e não chove há quatro meses, segundo Inmet.

De 1º de janeiro até este último sábado (17) o estado registrou 43.946 mil focos de calor  segundo os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 169.091 foram medidos.

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