Público vai às ruas acompanhar corredores na Maratona de Berlim (Foto: Reuters)

A grande pergunta no meio esportivo é: quando será que o homem correrá uma maratona abaixo de duas horas? Ou então: qual o limite para a velocidade de um ser humano durante uma prova dura de 42 quilômetros? A Maratona de Berlim segue provando que é sempre possível baixar o recorde mundial. Patrick Makau, jovem queniano de 26 anos, bateu o etíope Haile Gebrselassie, até então o detentor da melhor marca, e baixou em 21 segundos o recorde.

Mas superar seus desafios não é objetivo apenas dos atletas profissionais. Enquanto eles buscam feitos inacreditáveis, os corredores amadores focam em suas metas pessoais, que, vamos combinar, não são nada fáceis também. Afinal, trabalhar o dia todo e correr forte nas ruas, por si só, já é um feito. Mas, claro, todo mundo quer sempre um pouco, ou muito, mais.

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Uma grande marca para esses superamadores é correr uma maratona abaixo de quatro horas, ou até, tornar-se sub-3hs, uma marca e tanto. Leonardo Schwab, professor de corrida, é um deles:

– Como não sou atleta e, além de treinar, trabalho, meu sonho é conseguir correr uma maratona com pace igual ou abaixo de 4m30s por quilômetro. Isto significa correr uma maratona na casa de 3hs, o que seria pra mim uma vitória e iria me promover uma sensação que, agora, já é difícil explicar.

Ele acordou cedinho domingo pela manhã, mas, desta vez, não para treinar. Leonardo está no seu dia de folga, mas, às 04hs, já estava de frente para a televisão acompanhando a Maratona de Berlim.

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– A prova em geral é sensacional, não tem o que falar. É a prova em que todos atletas, de ponta ou não, procuram para fazer sua melhor marca – explica o motivo da insônia programada.

Leonardo se refere ao fato de que a Maratona de Berlim é considerada a prova mais rápida entre as grandes competições da modalidade, com o histórico de oito recordes mundiais quebrados por lá. E a decisão de Leonardo se mostrou totalmente acertada, já que além de uma corrida de alto nível, ele pôde acompanha o queniano Patrick Makau, que venceu em Berlim pela segunda vez, mas, agora, com direito ao recorde mundial.

– Uma corrida espetacular com uma estratégia muito boa até por que ele (Makau) sabia que seu adversário(Haile Gebrselassie) não consegue correr sobre pressão. Então, no momento em que ele começou apertar o pace por quilômetro, Haile não aguentou e quebrou, fazendo uma parada que não foi muito bem explicada. Já Patrick Makau seguiu soberano e lutando só contra o tempo, buscando sua melhor marca e melhor marca do ano na maratona – relata Leonardo.

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Feitos espetaculares, como quebras de recorde, são inspiradoras para os amadores.

– Motiva e muito. Com certeza vou lembrar da corrida na hora do meu treino – diz Leonardo.

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