Foto Varlei Cordova / Agora MT

Diretores das escolas municipais se reuniram na tarde desta quinta-feira (09/09) para discutir a aprovação da lei sobre a verba de custeio e buscar soluções quanto a salta de materiais de limpeza nas unidades educacionais. A reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur).

O principal descontentamento dos diretores é referente a lei de custeio que foi aprovada em 11 de agosto, sem o conhecimento dos gestores, pois havia um entendimento entre a categoria, o prefeito José Carlos Junqueira de Araújo (PMDB) e a secretária de Educação, Marilda Rufino, que o projeto seria encaminhado para a aprovação na Câmara, mediante a um consenso das partes, o que não ocorreu.

Um dos itens mais questionados pelos diretores é a burocracia na aplicação da verba para questões emergenciais, que de acordo com a nova determinação os pais devem se reunir mensamente com os diretores para decidir como utilizar o recurso e posteriormente será encaminhado para um núcleo da secretaria de Educação avaliar e só então encaminhar o processo para a prefeitura, antes de 30 dias para ter o recurso do mês seguinte liberado.

“Vamos demorar mais de mês para conseguir comprar uma torneira, pois os pais não irão se reunir mensalmente para debater aplicação de verbas tendo em vista que muitos não comparecem para falar dos boletins dos filhos. Até conseguir reunir todos os genitores para pedir autorização e encaminhar o pedido ao núcleo da secretaria o mês já terminou e com teremos a verba posterior suspensa”, mencionou o diretor Juscelino Costa, que defende a autonomia dos gestores na aplicação da verba e posterior prestação de contas na secretaria, como sempre foi feito.

Outra situação questionada pela categoria e a falta de materiais escolares, higiene e limpeza das unidades de educação, que se arrasta desde o início do ano. Célia Maria do Carmo, diretora da Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Jéssica Adriana Lima Ferreira, localizada no bairro Jardim Atlântico, disse que ficou 30 dias sem professor para dar aula e agora foi encaminhado um educador com contrato de 30 dias.

Ao término da reunião os diretores decidiram pelo agendamento de uma audiência com a prefeita em exercício, Marília Salles (PSDB) para adequar a lei de acordo com o entendimento entre os diretores, a representante do Poder Executivo e a secretária de Educação.

Quanto a falta de materiais a presidente da Associação de Diretores de Escolas Municipais de Rondonópolis (Adesmur), Mara Xavier, explicou que o problema persistirá até que haja uma licitação que abasteça o almoxarifado para suprir a demanda das unidades.

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