Noel Paulino de Almeida teve um papel importante para área da comunicação em Mato Grosso. Durante toda a entrevista Noel demonstrou grande carinho pela família e até disse que tudo o que ele conseguiu se deve a esposa.

Ele que nasceu no Paraná e foi criado pelo tio em Niterói -RJ chegou a servir no exército por nove anos, mas abandonou a função. Noel teve uma longa carreira no rádio como repórter esportivo e também como apresentador de Televisão com programas “caipiras”.

Noel mudou-se para Rondonópolis em 1976, onde vive até hoje com a esposa, os três filhos e a netinha. Desde que se afastou da área de comunicação, ele atua como gerente de educação no trânsito do pólo de Rondonópolis.

– Como o senhor ingressou nos meios de comunicação?

Servi ao quartel por nove anos depois disso pedi baixa. Quando sai pensei o que fazer e sempre admirei a arte de ser radialista e como no quartel eu escrevia os boletins diários e depois eu que divulgava para todos, então pensei em fazer um curso de radialista, logo depois consegui trabalhar em uma rádio. Trabalhei como repórter de esportes em várias rádios, ai tive que interromper por problemas de saúde na família. Arrumei emprego em outra aérea, onde fui transferido para Rondonópolis, pouco tempo depois a empresa veio à falência, isso me levou novamente a trabalhar com a comunicação.

– De onde surgiu a ideia de um programa de TV?

Na rádio trabalhei como repórter de esporte e depois comecei a comandar um programa de sertanejo chamado de “Mané Feio” que foi um sucesso e daí para frente recebi proposta para fazer um programa na Televisão de Cuiabá também no ramo sertanejo, na época era o canal oito. Muitos cantores conhecidos passaram por lá. Depois que veio a TV para Rondonópolis comecei a trabalhar por aqui e isso durou um bom tempo, com o chegar da idade fui deixando a profissão e passei a trabalhar apenas como freelance até ser chamado para trabalhar no Detran.

– O senhor se inspirou em alguém para trabalhar como radialista?

Me espelhava em duas pessoas, um era o Deni Menezes como repórter esportivo, já quando comecei a fazer sertanejo eu era fã incondicional do Zé Béttio por todas as coisas que ele falava no ar, eu o admirava pela sua sinceridade com o público.

– Qual o momento da sua vida que lhe trás emoção ao ser lembrado?

Foi o nascimento da minha filha, já havíamos perdido um bebê e ter um filho  era um desejo meu e da minha esposa. Procuramos ajuda e o médico nos falou que ela tinha um problema e tínhamos que fazer um tratamento só que era muito caro, então sem condições passamos em frente a uma igreja e fomos pedir a Nossa Senhora para que permitisse a vinda do bebê. Graças a Deus o pedido foi concedido e minha filha está ai, depois disso fiquei ainda mais devoto da santa e desde então levo pessoas daqui para conhecer a cidade de Aparecida, já vou para a 47ª viagem até lá.

– Depois de tantas experiências o senhor é uma pessoa realizada?

Eu acho que sou. Costumo dizer que nascer é uma possibilidade, viver a vida é sempre um risco e envelhecer é um privilégio, então, eu já estou realizado. Minha paixão seria ver minha neta crescer, mas sei que com a minha idade isso é mais complicado, mas vou tentar.
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