O bispo Dom Juventino Kestering recebeu a equipe do AGORA MT na diocese para um bate papo, onde ele contou mais sobre sua vida como sacerdote. Dom Juventino nasceu em Orleans – SC e próximo de lá em uma cidade chamada de Tubarão foi nomeado pelo Papa João Paulo a bispo.

Dom Juventino falou que quando veio para Rondonópolis há 12 anos apenas havia passado pela cidade, mas que não sabia como era e o que iria encontrar por aqui. O bispo contou que apesar de todas as reponsabilidades que vem com o sacerdócio se sente feliz e realizado.

– O que levou o senhor a escolher o sacerdócio?

Primeiro foi um sentimento que tive desde adolescente, morava no interior e achava bonito essa participação da minha família na igreja, a presença do padre na nossa casa e ele conversava muito comigo, então fui sentindo o desejo de ingressar no seminário, o que aconteceu em 1957. Depois mais adulto e consciente entendendo o que significa essa escolha, acabei decidindo me dedicar ao sacerdócio.

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– Como é o trabalho de um bispo?

É uma missão bonita, mas complexa. Uma missão bonita porque é um trabalho de articulação e animação. A missão de um bispo na diocese vem diretamente de um ato de confiança do Papa que escolhe presbíteros para serem bispos em determinadas diocese. O trabalho principal é feito com os padres, tenho que ser como um pai que sempre está junto, depois o bispo tem a missão de ajudar e cuidar das pessoas da diocese para mantê-los firmes na fé, na comunhão, na união para que não haja dentro da igreja católica divisões.

– Quais os principais desafios da evangelização?

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Temos vários desafios, entre eles, o pequeno número de padres e a necessidade de mais evangelizadores. Temos também desafios na área social, já que somos uma região que tem uma divisão muito grande o que repercute na nossa evangelização, temos aqui uma grande riqueza e também uma grande pobreza. Outro ponto é a situação da violência não só a de assaltos, mas também a violência contra a mulher, a família, o trânsito. A preocupação com o meio ambiente, com as drogas que tem atingido os jovens, também influencia a evangelização.

– Como é feito o trabalho da diocese para atrair atenção dos jovens?

Temos diversas iniciativas, temos um setor através da Catequese que atinge um bom número de jovens, temos jovens que estão engajados nos acampamentos, retiros, movimentos feitos pela igreja. Não é fácil, porque o jovem a cada dia quer novidade, mas nós temos uma série de atividades para atrair a atenção e isso tem funcionado porque temos muitos jovens que estão seguindo o caminho da igreja.

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– Qual a importância da terceira idade para a igreja católica?

A igreja tem um olhar muito amplo pela terceira idade, porque nós temos a compreensão de que a idade trás a sabedoria e nós precisamos disso. Eu acho que os anciãos têm muito a ensinar com sua sabedoria, calma e percepção da realidade.
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