Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (14/09). A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.

Segundo o representante do comando de greve e de negociações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Gonçalves de Almeida, a empresa apresentou uma proposta segunda-feira (12/09) à noite, mas não teve sucesso. “Foi oferecido reajuste salarial de 6,87%, abono de R$ 800 e R$ 25 de vale-alimentação, que seriam pagos somente em janeiro. A categoria, porém, rejeitou, dando início à greve”, disse Almeida.

Para o carteiro Luiz Simão, que trabalha no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) de Ceilândia – cidade satélite do Distrito Federal -, a greve é uma forma de o trabalhador se manifestar e lutar por seus direitos. “Com a greve, podemos reivindicar nossos direitos e, unidos, sairemos vitoriosos. Queremos melhorias no salário e, nessa época, a mudança de horário, já que a Defesa Civil proíbe a exposição ao sol nesse período de seca”, explicou.

Em nota, a ECT informou que está trabalhando para normalizar a situação o mais rápido possível, por meio de uma série de medidas que garantam o atendimento à população. Agora à tarde, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, concederá entrevista sobre a paralisação dos trabalhadores.

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