FOTO: Sérgio Sakall

O início do vazio sanitário na safra de algodão em Mato Grosso, que deveria começar no dia 16 de setembro, foi prorrogado para o dia 1º de outubro, conforme informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Esta decisão foi tomada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea – MT) após os produtores de algodão do estado alegarem que as alterações climáticas provocaram prejuízos no desenvolvimento da cultura.

Ainda consta na justificativa da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) que as altas temperaturas na metade do ciclo da cultura em diante resultou no desaceleramento do metabolismo da planta e seu ciclo foi estendido até o período de que era determinada a ausência de qualquer vestígio da cultura. A presença do algodão no campo resultou em prejuízos ao produtor, através de multas.

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Conforme informou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Indea, Roberto Ferraz, a decisão foi acatada perante a avaliação da Comissão Estadual de Defesa. “Perante a avaliação da comissão e das justificativas apresentada pelos produtores achamos justificável a prorrogação”, pontuou.

Para o representante da Ampa, Alexandre de Marco, a iniciativa atende a necessidade dos produtores do estado, tendo em vistas o problemas enfrentados durante a safra. “Nos últimos dois anos houve um retardamento da colheita devido os problemas climáticos, e consequentemente , atrasou o vazio sanitário”, observou. A previsão de término do período de proibição de cultivo no estado irá até o dia 30 de novembro.

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