Fabrício Mota/Globo Léo Batista (de camisa vinho e com o microfone) posa com os coleguinhas do esporte da Globo

Léo Batista ficou magoado desde que o expulsaram do quadro esportivo do Fantástico (Globo) para colocar Tadeu Schmidt no lugar. O veterano, que tem 41 anos de Globo e 65 de carreira, ocupava o posto desde a fundação do programa e sua voz era praticamente sinônimo dos gols do domingo.

Com o sucesso de Tiago Leifert no comando do Globo Esporte, ele foi de vez para escanteio.

Só sobrou o Globo Esporte carioca de sábado para ele apresentar.

– Isso é sacrossanto: no sábado, sou eu.

Do alto de seus 79 anos, ele resolveu abrir a boca e falar o que pensa em entrevista ao Portal Imprensa. Para Batista, os novos apresentadores esportivos exageram na dose de humor.

– Isso aí é o seguinte: é como remédio, se você toma na dose certa, pode fazer um bom efeito, se toma além da conta, pode fazer mal. Mas uma coisa que eu exponho abertamente é que, embora o esporte seja alegria, tem havido muito humorismo, muita piada, muita brincadeira.

Ele ainda criticou a cobertura das partidas.

– No intervalo, tem se usado umas novelinhas, uns quadrinhos de humor. Nessa hora, você quer ver um comentário do jogo, tirar a dúvida da arbitragem, ver os gols dos outros jogos.

O jornalista também comentou o estilo do novato Tiago Leifert.

– Eu faço o programa com tudo marcadinho, ele faz tudo no improviso […] Ele entra despojadamente de tênis, com aquela calça jeans puída, uma jaquetazinha… Negócio do garotão. Eu entro com uma calça social, sapato social, penteadinho, todo engomado. Mas, aí, quem tem que dar a opinião é o público. Tem o patrão que paga o nosso salário no fim do mês, mas o nosso patrão mesmo é o público, o Ibope.

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