Gado sendo vacinado contra a febre aftosa - Foto: Internet

A confirmação de foco da febre aftosa no Paraguai, país que integra o Cone Sul e faz divisa com o Centro-Oeste brasileiro, por meio de Mato Grosso do Sul, deixou o setor produtivo de Mato Grosso em alerta. Apesar deste estado não estar inserido na região fronteirícia que separa os dois lados, a notícia de que animais de uma fazenda na localidade de Sargento Loma, no distrito de San Pedro, foram contaminados, eleva a preocupação com a sanidade animal no território mato-grossense.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária em Mato Grosso (Famato), Rui Prado, apesar de não haver negócios entre o país com a unidade da federação, no que tange exportação e importação de gado em pé, o receio é pela proximidade com a Bolívia.

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“Teoricamente não muda nada. Mas, na prática, temos que tomar certos cuidados. Já sugerimos ao governo [de MT] tomar providências para fiscalizar o trânsito de animais. Temos uma fronteira muito grande com a Bolívia e supostamente pode haver entrada de animais”, declarou Prado.

Detentor do maior rebanho bovino do país, com 28 milhões de animais, Mato Grosso está há 15 anos sem registrar focos da doença. “Nos deixa em alerta porque quando se fala de sanidade animal temos que pensar como um todo. Se tem aftosa na América do Sul tem que acender a luz amarela”, acrescentou o dirigente sindical.

A preocupação do representante leva em conta o compromisso assumido entre os países da América do Sul em erradicar, até 2020, a febre aftosa no continente. “Independente do foco que ocorra no país em que se está, é um retrocesso para nós”, declarou o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, Valney Souza Correia.

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A preocupação também se dá em relação a localização de Mato Grosso do Sul com o país onde o caso foi registrado. “Como faz divisa com o Mato Grosso do Sul há um alerta. É preciso policiar a fronteira para que o vírus não passe para o estado”, falou Valney.

O governo do Paraguai já decretou situação de emergência sanitária e animal no país, conforme decreto assinado nesta segunda-feira (19) pelo presidente presidente Fernando Lugo. A área está locazada a 150 quilômetros de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul. A ocorrência já fez o Paraguai suspender as exportações de carne do país, atualmente um dos dez que mais embarcam o produto parar o mercado internacional. Somente no ano passado, 296 mil toneladas foram embarcadas, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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