Foto: arquivo / AGORA MT

A lei que fixa o piso salarial de R$ 1.187 para rofessores não é cumprida pela maioria dos municípios mato-grossenses. Em 95% deles, os profissionais que lecionam em escolas municipais recebem menos. Foi o que apontou um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep). A disparidade também é grande quando a remuneração é comparada com a da rede estadual. Em algumas cidades, a diferença de salários chega a 40%. Hoje, um professor de nível médio, em início de carreira no Estado, recebe R$ 1.248. Até o final do ano o salário passará para R$ 1.312.

Para o presidente do Sintep, Gilmar Soares, o não cumprimento do piso é reflexo da má aplicação dos recursos destinados para a educação pelos gestores municipais. Segundo ele, há casos em que o dinheiro que deveria ser revertido para melhorias nas escolas, é usado em outras áreas.

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Por outro lado, alguns municípios alegam que não têm condições financeiras de arcar com o piso de R$ 1.187 porque assumem a maior parcela de alunos que deveriam estudar na rede estadual, tendo assim um gasto excessivo com folha. Enquanto não há consenso, protestos, paralisações e greves são realizados pela categoria para cobrar a implantação do piso. Este ano, alunos de várias cidades tiveram prejuízos no calendário escolar com a paralisação das aulas. Greves foram realizadas em Sinop, Várzea Grande, Barra do Bugres, Nova Guarita, dentre outros.

Disparidades – No pequeno município de São Pedro da Cipa (148 km ao sul de Cuiabá), o piso para um profissional com magistério é de R$ 740, para uma jornada de 30 horas semanais. Até mesmo os que tem nível superior recebem abaixo do piso nacional. A professora Rosa Araújo leciona há 10 anos na rede. Ela conta que a categoria ficou 6 anos sem ter nenhum reajuste salarial e, há pouco mais de 1 ano, recebia R$ 437.

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Após meses de negociação, a categoria conseguiu elevar os salários para R$ 740 no nível médio e R$ 1 mil no nível superior. A educadora também lembra que, contrapondo a remuneração, os profissionais da rede não param. Hoje, todos são graduados e, muitos, buscando especialização. Rosa é um exemplo. Recentemente, concluiu o mestrado e teve uma elevação no salário, que passou para R$ 1.490.

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