Você saberia me responder o que Gandhi, Charles Chaplin, Einstein e Wiston Churchill tinham em comum? E o que Buda e Santos Dumont compartilhavam?
É difícil encontrar algum em comum entre figuras tão díspares, não é mesmo? Mas a resposta é muito simples, e nela reside a razão da grandeza de cada um deles. Todos foram pessoas disciplinadas.

Eles jamais teriam conseguido o que conseguiu se não tivesse realizado um esforço continuado. É certo que Einstein era um gênio – mas de que isso adiantaria se ele não tivesse dedicado horas e horas ao estudo e às questões que permitiram que formulasse a Teoria da Relatividade?

Buda era um santo que já nasceu diferente? Segundo ele próprio, não era. Sempre afirmou que qualquer um podia alcançar a iluminação – desde que colocasse isso como sua meta de vida e trabalhasse disciplinadamente para tanto. Gandhi exigiu de si mesmo uma disciplina férrea, voltada para o seu ideal de libertação e integração da Índia. Graham Bell, o inventor do telefone, colecionou uma série infindável de fracassos antes de obter sucesso – mas continuou em frente.
O fato é que todos nós somos, seres excepcionais. Algumas pessoas tem duvida, desse grande potencial em que é seu cérebro, e o que  comporta. Na verdade não queremos aceitar o fato de que, para alcançarmos o que desejamos, temos que ser disciplinados. No entanto, algumas pessoas acreditam que essa disciplina é, em si mesma, um dom, quando a verdade,disciplina se aprende. E, como um músculo, pode ser treinado.

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A disciplina é um hábito interno que facilita cada pessoa o cumprimento de suas obrigações, é um autodomínio, é a capacidade de utilizar a liberdade pessoal, isto é, a possibilidade de atuar livremente superando os condicionamentos internos e externos que se apresentam na vida cotidiana.

Os diversos conceitos de indisciplina e disciplina estão ligados a vários meios: social, moral, intelectual entre outros. O consenso entre diversos grupos poderá ser a melhor saída, e é importante lembrarmos da fala de:Paulo Freire”Ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em comunhão, mediados pela realidade”. Desse modo a disciplina não deve ser imposta e nem tão pouco os educadores e a família estão alheios a esta função, todos devem participar da formação dos novos cidadãos de nossa sociedade.

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Que bom seria se tivéssemos  uma disciplina consciente e interativa, marcada por participação, respeito, responsabilidade, construção do conhecimento, formação do caráter e da cidadania, formando  aluno “como pessoa capaz de pensar, de estudar, de dirigir ou de controlar quem dirige” (Gramsci 1982, p. 36).

Após essa reflexão,  não significa que você irá cumprir as tarefas que se impôs como se fossem uma cruz que carrega, afinal, se você mantiver os olhos no horizonte, verá sempre a meta que tem à frente. E a disciplina diária será apenas um hábito que incorporou para chegar a essa meta, pense e analise, se no que você está pensando agora está criando sua vida futura. Cria sua vida com seus pensamentos positivos, pois aquilo que você mais pensa e se concentra é o que vai se manifestar, pereba que sua convicção determina a ação, que acaba por determinar o resultado.

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Lembre-se que cada vez que você atribui um dos seus problemas a uma instituição ou a uma pessoa, você abre mão de seu único poder: o poder sobre si mesmo. Algo ou alguém podem realmente ser a origem dos seus problemas. Mas a solução deles só terá uma origem: você. Portanto, deixe de lado “eles” e o possível mal que lhe causam ou causaram. Pense em como você irá evoluir e vencer. Faça um favor a si e aos que vivem com você – faça também da alegria uma nova disciplina.

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