Isabella prepara arremesso que lhe rendeu o ouro com 36 centímetros de frente (Foto: Gaspar Nóbrega/COB)

Sobrou emoção na final do lançamento de disco feminino das Olimpíadas Escolares 2011, para atletas de 12 a 14 anos, disputada na tarde deste domingo, na pista do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ-PB). Isabella de Paula Silva, de São Paulo, e a catarinense Samara Furtado travaram um duelo extremamente equilibrado, que só foi definido no último arremesso e com uma diferença de 36 centímetros a favor da jovem paulista.

Aluna da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Ribeiro Soares Jr., da pequena cidade de Buritizal (SP), Isabella vencia a disputa até o último lançamento, quando Samara conseguiu superá-la com um lançamento de 31,59m. Porém, na sua última tentativa, a paulista alcançou 31,95m e conseguiu bater a marca de sua adversária, garantindo a medalha de ouro.

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– Soltei o braço. Estava com muita vontade de ganhar. Meu melhor era 25 metros – disse a atleta, de 14 anos, que fez a sua estreia nas Olimpíadas Escolares.

Já Samara, que perdeu a disputa por muito pouco e ficou com a prata, não perdeu a esportiva. Estudante da Escola Municipal Prefeito Baltasar Buschle, de Joinville (SC), a jovem enxugou as lágrimas e comemorou a segunda colocação.
Samara Furtado fica com a medalha de prata no lançamento de disco nas Olimpíadas Escolares (Foto: Gaspar Nóbrega / COB)Samara instantes após executar um lançamento.
Atleta ficou com a prata (Foto: Gaspar Nóbrega / COB)

– Estou muito satisfeita. Ficar em segundo lugar no meu primeiro brasileiro é muito bom – confessou a atleta, que também tem 14 anos.

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A felicidade das duas atletas contrastava com a tristeza da terceira colocada na prova, a matogrossense Isabela Cristina Leite, de Paranatinga. Aluna da Escola Osvaldo Candido, ela alcançou 27,28m em seu lançamento e ficou com o bronze.

– Fui muito mal. Perdi para mim mesma. A gente não tem pista, treina debaixo do sol quente… Não tem nada. Mas amo o esporte. É tudo de bom. O esporte tira pessoas que vivem num mundo diferente para um mundo melhor – afirmou a estudante, que já conheceu as cidades de Porto Alegre, Fortaleza e agora a capital paraibana por causa do atletismo.

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