Foto; assessoria

O deputado Percival Muniz (PPS) encaminhou na sessão matutina desta quinta-feira, dia 22, dois requerimentos de informações: um para Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo) e outro para MT Saúde, o plano de Saúde dos Servidores.

Para Agecopa, ele pede informações sobre gastos com o cronômetro que faz contagem regressiva para a copa, pois a imprensa divulgou que à locação do equipamento, que está sendo chamado de “Relógio dos Mil Dias”, firmou-se um contrato no valor de R$ 34 mil mensais, ou seja, a um custo de mais de R$ 1,1 mil por dia.  O relógio, que foi inaugurado na última sexta-feira dia 17, fica em frente à sede da Agecopa, na avenida Lavapés.

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“Com isso, se confirmado este valor absurdo e descabido, até o início do Mundial, em julho de 2014, se terá consumido mais R$ 1,1 milhão de recursos públicos, dinheiro que poderia muito bem ser investido para ajudar a melhorar vergonhosa situação fundiária de Mato Grosso”, analisou.

MT Saúde

Já ao MT Saúde, o deputado socialista requereu informações sobre contratos firmados pela autarquia com a empresa Connectmed – CRC, Consultoria, Administração e Tecnologia em Saúde, que foram anulados pelo Governo do Estado.

O requerimento de Muniz é resultado da informação do Líder do governo, deputado Romoaldo Junior (PMDB), que para tranqüilizar servidores conveniados e prestadores de serviços, garantiu na sessão vespertina de quarta-feira, dia 20, que a autarquia não seria extinta e que todos os pagamentos de serviços prestados pelos hospitais e médicos serão feitos.

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Romoaldo explicou aos demais colegas, que cobraram na tribuna da Assembleia Legislativa um posicionamento do governo sobre a situação do MT Saúde, que, na verdade, o que está ocorrendo é que o governo decidiu romper o contrato com a atual operadora por conta do alto custo: R$ 500 mil mensais e que, dentro em breve, a situação seria normalizada, pois estaria sendo contratada uma outra empresa pelo um montante bem menor: R$ 60 mil.

Diante da informação, o deputado socialista decidiu entrar com requerimento de informações para esclarecer essa situação, pois a considera muito grave. “É uma diferença monstruosa de uma para outra e que precisa ser esclarecida e, se confirmada, os responsáveis punidos por lesar o patrimônio público”.

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No requerimento, Muniz pede: cópias dos contratos e aditivos firmados com a empresa Connectmed – CRC, Consultoria, Administração e Tecnologia em Saúde, para operação do MT Saúde, desde a implantação do plano; a relação de todos os pagamentos efetivados à referida empresa, com datas e valores efetivamente pagos; e a relação das pendências financeiras, se existirem, com a referida empresa.

“De posse dessas informações, e se confirmado esse absurdo, esse crime com o dinheiro público, vou encaminhar ao Ministério Público para que tome as devidas providências e os responsáveis sejam punidos”, concluiu Percival.

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