Foto Arenápolis News

Em uma sessão histórica que durou oito dias na Câmara Municipal de Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá, os vereadores cassaram os mandatos do prefeito Júlio César Ladeia, do vice José Jaconias e de mais quatro parlamentares. Eles são acusados de participar de uma fraude na saúde que gerou um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão aos cofres do município. Todos estavam afastados dos cargos por decisão judicial e negam as irregularidades.

Um relatório elaborado por uma Comissão Processante revelou que os suspeitos cometeram 29 irregularidades ao contratar uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). A comissão pediu a cassação dos envolvidos e a sessão durou oito dias porque todo o processo, com mais de 2 mil páginas, teve que ser lido em plenário, a pedido da defesa dos réus. No processo constam contratos, denúncias e mais de 40 depoimentos de testemunhas ouvidas pela comissão processante.

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O primeiro a ser julgado foi o vereador Celso Ferreira (DEM), acusado de cometer oito irregularidades, de acordo com o relatório da comissão processante. Ele foi o primeiro a perder o mandato. O segundo a ser julgado foi Genilson Kezomae (PR). Em seguida, Haroldo Lima (DEM) e Paulo Porfírio (PR). O vice-prefeito José Jaconias foi condenado por nove irregularidades. O prefeito afastado, Júlio Cesar Ladeia, não compareceu à sessão para apresentar defesa.

Cinco suplentes vão assumir as vagas deixadas pelos cassados, sendo que um deles entrará no lugar do presidente da Câmara, que assumiu a Prefeitura. São eles: Antônio Quirino dos Santos (DEM), Ronaldo Quintão (DEM), Fábio da Silva Brito (PSDB), Vânia Regina Ladeia Trettel (PR) e Rosângela Ferreira (PR).

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O caso
Júlio Cesar Ladeia foi afastado do cargo em maio pelos vereadores que abriram uma comissão especial de inquérito para apurar possíveis irregularidades na administração pública do município. No lugar, assumiu o vice à época, José Jaconias, que também foi afastado do cargo por decisão judicial. O comando do município ficou a cargo do presidente da Câmara, Miguel Romanhuk.

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