Foto: arquivo / AGORA MT

Na próxima segunda-feira (12), os trabalhadores da rede estadual de ensino em Mato Grosso realizam vigília e paralisação, a partir das 8h, em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). O ato público reafirma a viabilidade de implantação imediata do piso salarial de R$ 1.312,00 e garantia da hora atividade para interinos. Na ocasião, serão expostos dossiês sobre a situação das escolas e cartas escritas por profissionais e alunos aos deputados.

Parte da agenda de mobilizações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), a vigília também vai lembrar que a greve suspensa no dia 04 de julho não significa o fim da luta. Na ocasião, a categoria decidiu manter o estado de greve com indicativo de nova paralisação neste mês. “Convocamos todos os profissionais da educação a participarem deste grande ato e, dessa forma, mostrarmos que enquanto o governo do Estado insistir em não priorizar a Educação, o movimento continuará”, assegura o presidente do Sindicato, Gilmar Soares Ferreira.

Leia também:  Corte de árvores garante mais segurança nas rodovias

Ele ressalta ainda que a categoria continua fortalecida, mesmo diante das tentativas de intimidação por parte do Poder Executivo. “O governo agiu de forma antidemocrática ao substituir o diálogo pela judicialização do movimento e, via Seduc, não respeitou os trabalhadores da educação ao atentar contra os princípios democráticos e de direitos, utilizando-se de instrumentos de coerção típicos de governos autoritários”, recorda.

O Sintep/MT já comprovou inúmeras vezes que existem recursos para o pagamento do piso de R$ 1.312,00. Só no período de janeiro a abril de 2011, o governo de Mato Grosso teve um superávit primário – diferença entre o que foi arrecadado e o que foi gasto pelo Estado – de R$ 775 milhões. A meta prevista no Orçamento para este ano era de R$ 329,7 milhões. “Os R$ 445,3 milhões além da meta é dinheiro que o governo deixou de aplicar em políticas públicas, sonegando à população mato-grossense os direitos sociais básicos de saúde, segurança e educação”, protesta Gilmar Soares.

Leia também:  Contribuintes podem continuar negociação de dívidas até 20 de dezembro

Dignidade – O piso de R$ 1.312,00 aos trabalhadores da educação representa apenas R$ 26 milhões, ou seja, 5,83% do que o Executivo Estadual deixou de investir no bem-estar dos cidadãos. “Portanto, está claro que não faltam recursos financeiros para atender às reivindicações da categoria, para conferir a dignidade merecida aos profissionais que se dedicam à sublime missão de educar”, finaliza o presidente do Sintep/MT.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.