O presidente da Câmara Municipal e vereador, Ananias Filho (PR), esclareceu em entrevista ao programa Revista da Manhã, pelo pré-candidato a vereador e apresentador, Agnelo Corbelino (PSDB), que o projeto de remanejamento do orçamento de várias secretarias, não foi votado sem o conhecimento dos parlamentares.

Ananias apresentou cópias de atas das reuniões que aconteceram em dezembro de 2010, onde o projeto de remanejamento foi discutido pelos vereadores, “Em momento algum o projeto foi votado sem o devido esclarecimento dos vereadores, tenho aqui e entrego em suas mãos cópias das atas das reuniões, ainda em 2010, para discussão do remanejamento, além de tudo isso, não houve movimentação de dinheiro é apenas troca de papéis, já que havia dívida dos dois lados”, pontou o vereador.

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Todo problema aconteceu depois das acusações feitas pelo apresentador Agnelo Corbelino de que a Câmara Municipal teria sido conivente com a retirada de recursos financeiros para pagar dívidas sem que os vereadores soubessem quem seriam os credores. As acusações de Agnelo foram baseadas no requerimento do vereador Olímpio Alvis (PR), que votou a favor do remanejamento e alegou não ter conhecimento do projeto. “Não quero ser parado nas ruas e as pessoas me perguntarem para onde vão os R$ 7 milhões e eu não saber responder”, argumentou vereador durante a sessão que aprovou o remanejamento, inclusive, com o seu próprio voto.

Ananias ainda reforçou, durante o programa que confrontou Agnelo, Olímpio e o próprio presidente, que todos os vereadores tinham pleno conhecimento do que estavam votando, “Todos receberam o projeto, para ter conhecimento e com prazo suficiente para ler do que se tratava e quem era o credor, até por conta que desde ano passado isso já estava na pauta das nossas discussões. (…) e não somente os parlamentares, todas as pessoas podem ter acesso ao que vai ser votado”.

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PSDB

Durante a entrevista, Ananias Filho, ainda afirmou que o PSDB, partido do apresentador Agnelo Corbelino, tinha plena consciência do remanejamento do orçamento e quem era o credor da dívida a ser paga. “Quem assinou o acordo judicial, foi o presidente do seu partido, o PSDB, Agnelo”, disse Ananias.

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