Rebeldes disparam contra forças leais a Muammar Gaddafi em Sirte, nesta quinta-feira (13)

Enquanto impera a confusão sobre a suposta a detenção de Mutassim Gaddafi – um dos filhos do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi -, as forças rebeldes foram obrigadas nesta quinta-feira (13) a deixar o centro de Sirte diante de uma contra-ofensiva lançada pelos aliados , há dias nesta localidade.

A detenção de Mutassim devia ser o sinônimo da vitória decisiva do CNT (Conselho Nacional de Transição) líbio em sua ofensiva pelo estratégico controle de Sirte.

Anunciada na quarta-feira (12) pelos dirigentes da insurreição, a detenção de Mutassim parecia não deixar espaço para dúvidas. No comunicado da véspera os rebeldes detalhavam a captura em Sirte quando o mesmo se preparava para deixar a cidade. Ele teria sido levado de helicóptero para Benghazi (principal cidade sob controle dos rebeldes) para ser interrogado.

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A notícia, que se espalhou rapidamente pelo país, gerou comemorações espontâneas na última madrugada em Trípoli (capital) e outras cidades do país, como Misrata.

Os rebeldes festejaram nas ruas durante toda a noite, disparando rajadas com armas automáticas que causaram oito mortos e 250 feridos. O assunto parece bem parecido ao ocorrido no final de agosto, quando outro filho de Gaddafi, Saif al Islam, apareceu nas redes de TV três dias depois do anúncio oficial de sua captura.

Responsáveis do CNT, incluído seu presidente, Mustafa Abdul Jalil, desmentiram nesta quinta-feira (13) a detenção e atribuíram o mal-entendido a uma “falha no canal de transmissão de informações”.

O desmentido teve efeito de balde de água fria no país, embora não parece afetar a moral das tropas que continuam a luta para assumir o controle total de Sirte, cidade natal de Gaddafi.

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Hoje, os confrontos no centro da cidade, com a resistência das últimas posições defensivas dos aliados de Gaddafi, sofreram uma contra-ofensiva dos leais ao antigo regime lançada após a última incursão rebelde.

O contra-ataque de Gaddafi com artilharia pesada impediu a progressão dos rebeldes que, no entanto, tinham conseguido um importante avanço no reduto dos seguidores do ex-ditador. O ataque deixou mortos e feridos entre as forças do CNT, mas por enquanto não há números.

Fontes dos rebeldes explicaram à agência de notícias Efe que a decisão das forças do CNT de retirada das áreas foi tomada para permitir o bombardeio do setor com a ajuda de artilharia e lança-foguetes. “Estão cercados em um pequeno perímetro. Quando os bombardeios terminarem, voltaremos a atacar. Não terão outra alternativa que render-se ou morrer”, segundo as fontes.

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A queda de Sirte é uma das prioridades das forças armadas do CNT porque abre a via para alcançar novos períodos na luta da nova Líbia. As maiores são o anúncio da libertação do país e a criação de um governo de transição que leve à Líbia pós-Gaddafi em direção à democracia.

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