Deivid: rendimento melhor em jogos fora de casa (Foto: André Portugal / Vipcomm)

No Campeonato Brasileiro, a torcida do Flamengo costuma se lembrar de Deivid quando o assunto na rodinha de conversa é sobre gols perdidos. O aproveitamento do atacante nem sempre faz parte do bate-papo. Dos 11 gols marcados no Brasileirão, oito aconteceram fora de casa e apenas três quando o Rubro-Negro teve o mando de campo – dois deles no mesmo jogo, contra o Atlético-MG. Algumas das bolas que colocou no fundo da rede garantiram duas vitórias e dois empates. Nos nove jogos em que marcou, ele ajudou o time em seis vitórias e dois empates, 20 pontos de 27 possíveis.

Na matemática entre perder e fazer gol, Deivid tem nos números o seu advogado de defesa e admite que a postura do time nos jogos em casa pode atrapalhar.

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– Jogando fora de casa, as chances aparecem mais. Dentro, às vezes, tentamos ir naquela empolgação, fica uma muvuca danada e o time não fica organizado. Mas fora de campo ninguém se importa com números. Estou fazendo meus gols, tranquilo, de cabeça erguida, tentando ajudar o time – afirmou Deivid.

Das 12 partidas que atuou com o Flamengo jogando em casa, Deivid foi titular em dez, mas acabou substituído em nove delas. Em duas ocasiões, começou entre os reservas.

– O jogador do Flamengo se expõe mais do que o de outros clubes. O Borges, no Santos, sempre faz gols, mas olha quantas bolas ele finaliza. Atacante é uma posição que sofre pressão, só falam de gols perdidos, mas o único que eu considero assim foi o do empate em 2 a 2 com o Inter (livre de marcação na pequena área, o atacante errou o gol) – declarou o jogador.

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Na vitória por 5 a 4 em cima do Santos, e no 4 a 1 sobre o Atlético-MG, ambos os jogos no primeiro turno, Deivid também perdeu boas chances, mas os gols não fizeram falta e o time venceu. O atacante, porém, analisa os lances como situações normais de jogo.

Domingo, o Flamengo enfrentará o Santos. O local é o Engenhão. Herói da vitória sobre o Ceará, na última rodada, ao marcar de cabeça, Deivid quer aproveitar os oitos jogos restantes do Brasileirão para ser lembrado pelos gols feitos.

– Atacante vive de gols. Quando marquei contra o Ceará fiquei mais leve, é uma felicidade. Vou trabalhar para que seja assim até o fim – completou.

Enquanto Deivid concedia entrevista no Ninho do Urubu, o zagueiro Welinton, que também sabe o que é ser perseguido, fazia cara feia para o atacante.

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– Viu, até aqui é pressão… – brincou Deivid.

No Flamengo, a pressão começa em casa.

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