O conceito de turismo de sustentabilidade nada mais é do que organizar a visitação usando critérios de conservação da natureza e do meio-ambiente de forma organizada, respeitando as características sociais, ambientais, regionais e visto como uma das alternativas para a conservação.

Além do que o turista deixa de ser um mero elemento em busca de diversão, descanso ou consumo e torna-se um visitante consciente em busca de conhecimento, contemplação e atividade que tenham um diferencial em termos de sustentabilidade sócio-ambiental.

O respeito pelo meio-ambiente, pela biodiversidade e pelas tradições socioculturais das localidades visitadas são pressupostos que preconizam o turismo responsável e o ecoturismo, passando pelo turismo ecológico ou de natureza resguardando cada característica comum – a preservação.

O Brasil passa por um momento único de exposição mundial em função dos avanços e da estabilidade da economia como também dos eventos mundiais que teremos como a Rio+20 com a participação de mais de 150 chefes de estados, onde a pauta será os progressos conquistados pelo mundo após a adoção da agenda 21, os mega eventos esportivos, copa da mundo em 2014 e  olimpíadas em 2016. Com esses eventos teremos a oportunidade única de mostrar ao mundo que estamos preparados para exercemos o papel de liderança mundial que nos  está reservado com competência e organização.

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Por sua vez, o estado de Mato Grosso, enfrenta um grande desafio que é transformar nossos atrativos naturais em produtos turísticos. Somos o único estado brasileiro contemplado por três ecossistemas, um verdadeiro paraíso natural, rico em rios de águas límpidas e transparentes, cachoeiras e cascatas, grutas e cavernas e uma enormidade de encantos naturais. Nossa flora e exuberante, nossa fauna e única e fantástica.

Reafirmo que o nosso maior desafio é transformar todos nossos atrativos naturais em produtos turísticos.

O turismo tem sido apontado como uma alternativa econômica que pode gerar riquezas para Mato Grosso onde a principal base econômica esta sustentado apenas por um pilar que o agronegócio.

Mais de 90% da economia do nosso estado depende do agronegócio que se não tiver um valor agregado acaba gerando pouca riqueza. Dos 141 municípios mato-grossenses apenas 40 tem uma produção em escala, o restante vive da agricultura familiar e do comércio local que não é suficiente para contemplar as expectativas locais de geração de renda e de oportunidade. A maioria desses municípios tem uma gama enorme de atrativos naturais que poderão sim atender a grande esperança da população local ávida por se sentir inserida nesse contexto de desenvolvimento.

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Segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo), o turismo é responsável por 6% do valor total arrecadado com exportações de bens e serviços no mundo. Está no quarto lugar no ranking das exportações, só perdendo para combustíveis, produtos químicos e produtos automobilísticos.

Entretanto, se por um lado o turismo tem gerado inestimáveis benefícios para alguns países, por outro, tem conduzido a irreparáveis perdas ambientais e socioculturais.

Através do turismo pode-se estimular o desenvolvimento social e econômico dos destinos turísticos. O turismo deve contribuir para o fortalecimento das economias locais, a qualificação de pessoas, a geração crescente de trabalho, emprego e renda como também o fomento da capacidade local de desenvolver empreendimentos turísticos.

A proposta do Congresso de Natureza, Turismo e Sustentabilidade (Conatus), que está sendo realizado em Cuiabá com o apoio do Governo do Estado por meio das secretarias de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur) e Meio Ambiente (Sema), vem ao encontro do que estamos fazendo, que é incentivar a exploração turística em áreas naturais de uma maneira séria, responsável e sustentável.

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Teté Bezerra

Secretária de Estado de Desenvolvimento do Turismo.

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