Militares quenianos recebem orientações na fronteira com a Somália, onde milícia radical se esconde

O Exército do Quênia entrou mais de 100 km em território da Somália em uma ofensiva contra a milícia radical islâmica Al Shabab, vinculada à rede terrorista Al Qaeda, suspeita pelo governo queniano de estar por trás do sequestro de duas ativistas espanholas, informa neste domingo (16) a imprensa local.

Em declarações à emissora local Capital FM, o secretário de Estado de Segurança Interna queniano, Francis Kimemia, afirmou que o país está em guerra.

– O Al Shabab nos declarou guerra, portanto fizemos o mesmo.

Nenhum jornal informa o momento exato da incursão, mas houve informações prévias sobre o desdobramento, entre sábado e domingo, de tropas na fronteira com a Somália.

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Uma fonte militar disse à emissora de rádio que a missão do Exército é afastar os milicianos.

– Estão sendo dadas instruções aos militares para que estejam prontos para essa missão, que consiste, basicamente, em afastar os milicianos do Al Shabab o máximo possível da fronteira [com o Quênia].

Fontes citadas pela imprensa local disseram que caminhões repletos de soldados se dirigiram à fronteira entre Quênia e Somália das localidades vizinhas.

O governo queniano responde com essa ofensiva ao aumento da insegurança nas regiões divisórias. Nesse contexto, na última quinta-feira (14), duas ativistas espanholas da ONG internacional Médicos Sem Fronteiras, Montserrat Serra e Blanca Thiebaut, foram sequestradas no acampamento queniano de refugiados de Dadaab (leste).

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Embora não exista nenhuma prova conclusiva, o porta-voz da polícia queniana, Charles Owino, assinalou que, pelo “modus operandi”, as suspeitas apontam para o Al Shabab.

– Se examinarmos o modus operandi e a situação na Somália, vemos que Mogadíscio está agora nas mãos das tropas da Missão da União Africana na Somália. Isso dá a entender que o Al Shabab pode estar buscando dinheiro por meio de procedimentos baratos.

Esse é o último dos quatro sequestros ocorridos em solo queniano em pouco mais de um mês, que incluem outro ativista humanitário de Dadaab, uma cidadã francesa e outra britânica, além de vários confrontos armados na zona fronteiriça.

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