Paulo Gonçalves/Folha da Região

Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) se reuniu com diretores do frigorifico Mataboi e representantes dos credores para conhecer o Plano de Recuperação Judicial que a empresa pretende apresentar na Assembleia Geral de Credores, que ainda não tem data para acontecer.

“A proposta é elaborar um plano em conjunto, com todas as partes, para encontrarmos a melhor alternativa de pagamento aos pecuaristas e de forma viável”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele ressalta que “todos nós queremos o retorno da atividade do Mataboi e a melhor forma disso acontecer é fazendo uma análise profunda da situação do frigorifico e as reais condições de pagamento”.

Durante a reunião realizada no final da tarde de sexta-feira, dia 30 de setembro, ficou definido que o Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária – vai fazer um estudo da situação econômica e capacidade financeira do Mataboi “e a partir desse levantamento, um plano será elaborado por todos os envolvidos no processo”, explicou Vacari. A meta é que dentro de 10 dias os estudos de viabilidade seja concluído e logo após uma reunião entre Acrimat, representantes do frigorífico e credores será realizada para que um novo plano seja elaborado.

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Na última reunião realizada em Rondonópolis no dia 10 de agosto, os credores aprovaram uma proposta que foi entregue à diretoria do Mataboi. A proposta era de pagamento a todos os credores, independente do montante da dívida, de R$ 100 mil e 30 dias após a homologação do Plano aprovado pela Assembleia Geral dos Credores – AGC, o restante do crédito dividido em 24 parcelas mais correção monetária pelo índice do INPC.

A proposta aos pecuaristas feita pelo Mataboi informalmente no dia 15 de junho foi de pagamento aos credores com créditos até R$ 60 mil de maneira integral em 4 pagamentos trimestrais de 25% do valor total deste grupo de credores. Quem possuiu crédito acima dos R$ 60 mil, receberiam após um período de carência de 12 meses, em 12 pagamentos trimestrais de 8,33% do crédito de cada credor.

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A dívida do Mataboi com os pecuaristas de Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás é de R$ 120 milhões, sendo R$ 20 milhões só com os produtores de gado mato-grossenses. Com os bancos o débito é de R$ 80 milhões e demais credores R$ 50 milhões. O Mataboi encerou suas atividades no dia 29 de março quando entrou com o pedido de recuperação judicial.

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