Acidente do voo AF447 provocou a morte de 228 pessoas. A Air France e a fabricante Airbus foram indiciadas por homicídio culposo

Foi lançado nesta quinta-feira (13) um livro que revela novos trechos da confusa conversa entre os pilotos do avião da Air France, que caiu em junho de 2009 quando vazia o trajeto Rio-Paris, com duras críticas às investigações francesas e à companhia aérea.

Erros de pilotagem: Volume 5, escrito por Jean-Pierre Otelli, especialista em aeronáutica, revela conversas entre os pilotos, a maioria de caráter privado, que nunca foram divulgadas. Ele transcreve as duas horas de sons gravados por uma das caixas pretas. A outra gravou todas as configurações da aeronave nas duas últimas horas de voo.

As conversas mostram a incompreensão e a confusão no cockpit pouco antes do acidente, principalmente no último minuto antes da queda.

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Até hoje, mais de dois anos depois do acidente, apenas alguns trechos da conversa foram levados a público pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA), responsável pela investigação de segurança.

Em comunicado publicado nesta quinta-feira, o BEA indicou que “condena a divulgação desta transcrição, que é uma violação do artigo 14 do regulamento europeu”, e acrescenta que “a investigação ainda não terminou”.

Procurada pela agência de notícias France Presse, a Air France “expressa sua consternação e sua total condenação” em relação à publicação “que representa uma clara violação ao sigilo das investigações” e “prejudica a memória da tripulação e dos passageiros”, disse o porta-voz da empresa.

Além disso, “a companhia questiona as razões que levaram a esta publicação e pede que as autoridades encarregadas esclareçam as origens destes novos vazamentos preocupantes”, acrescentou o porta-voz.

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O acidente do voo AF447 provocou a morte de 228 pessoas. A Air France e a fabricante Airbus foram indiciadas por homicídio culposo (sem intenção de matar).

Leia trecho da coversa dos pilotos divulgada por livro

Às 02h14, o capitão, que voltou ao cockpit três minutos antes, disse: “Atenção, sobe o bico”. “Vamos lá, puxe”, disse um pouco mais tarde.

“Vamos lá, puxe também”, respondeu o co-piloto sentado à esquerda, que então assumiu o controle.

“P…, vamos bater … Não pode ser verdade”, preocupa-se.

“O que está acontecendo”, disse o outro co-piloto, logo antes do fim da gravação.

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