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Mato Grosso tem 355 pessoas na fila para adotar crianças ou adolescentes. O número de pretendentes é quase seis vezes maior o de meninos e meninas que estão aptos a serem acolhidos por novas famílias no estado: 68. Os números fazem parte do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e revelam que, ao contrário do que se imaginava, a soma de menores disponíveis é insuficiente para atender a toda a demanda. Mesmo assim, as exigências impostas por quem pretende ampliar a família, ou mesmo exercer o espírito paternal ou maternal faz aumentar o tempo de espera e são consideradas entraves na hora de agilizar o processo.

No estado, de acordo com a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), quanto mais velha é a criança, menor é o tempo de espera por parte dos adotantes, podendo durar entre seis meses a um ano. No entanto, quando a faixa etária compreende meninos ou meninas com até três anos, os pretendentes podem esperar até três anos para finalizar o processo de adoção. Segundo explica Elaine Zorgetti, secretária-geral da comissão, é clara no estado a preferência na hora de adotar.

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“A maioria prefere recém-nascido, crianças com até três anos, meninas, cor clara e sem problemas de saúde. Às vezes, temos pessoas com estas idades, mas com problemas como HIV, síndrome de down, autismo, mas as famílias não querem”, declarou, ao G1, Elaine Zorgetti.

Das 68 crianças/adolescentes prontas para adoção, a maioria está inclusa na faixa etária dos oito anos ou com problemas de saúde. “Estão prontos para a adoção com possibilidade remota”, acrescentou a secretária-geral.  “Quanto mais exigências, maior é o atraso na hora de adotar”, destacou Nicolau Lupianhes, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça, e coordenador do CNA.

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