O prefeito José Carlos do Pátio (PMDB) deve enfrentar uma nova crise politica dentro do seu partido, isso porque na noite de terça-feira (25/10) a bancada municipal do PMDB, se reuniu com a presidente da comissão provisória do município, a professora Paula da Costa, na residência do vereador e líder do partido, Manoel da Silva Neto, para discutir um possível rompimento politico dos vereadores com o prefeito.

Um dos motivos seria a falta de entendimento do prefeito com os vereadores e as mudanças que vem acontecendo dentro das secretarias, em especial dentro do setor de Geração de Emprego e Renda, comandado pela a esposa do líder da bancada, Valéria Bevilacqua, que não aceitou a ideia de transferência do seu setor para o prédio da Assistência Social do Município, comandado pela a Secretária Municipal e primeira dama Neuma de Morais (PMDB).

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Uma parte dos vereadores defendeu durante a reunião o rompimento radical com o prefeito, inclusive votando contra todos os projetos enviados pelo o poder executivo, a Câmara Municipal.

CÂMARA MUNICIPAL

O líder do prefeito na Câmara Municipal, o vereador Miltão (PMDB) usou a tribuna do legislativo, para fazer um desabafo, questionando o prefeito, se o mesmo saberia quanto custa um dia de trabalho do vereador. No desabafo o vereador ainda expos que já virou moda, durante esta administração, a população cortar bolo de aniversários, em comemoração as promessa de Pátio não cumpridas

“Quero perguntar ao prefeito, se ele sabe quanto custa um dia do salário do vereador, já que tive que desmarcar inúmeros compromissos junto às comunidades, para atender ao pedido do prefeito e participar de reuniões com ele, eu mesmo já havia marcado uma visita à comunidade da zona rural, quando fui convocada para participar de uma reunião na Coopharondon. (…) Na zona rural a comunidade iria cortar um bolo de aniversário de um ano da vista do prefeito e da promessa da reforma do posto, aliás, já virou moda nesta administração cortar bolo de aniversario”, disparou o vereador.

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Miltão ainda sugeriu ao prefeito, que faça uma administração como foi feita pela a vice-prefeita Marilia Salles (PSDB), que assumiu a prefeitura por 15 dias, nos mês de setembro, “Prefeito faça como a vice-prefeita Marilia Salles fez, ouça os secretários, veja quais são suas dificuldades, reúna os mesmos e resolva o problema, o senhor não resolve nada e nem autoriza resolver e os problemas só vão se acumulando e depois o senhor telefona e esculhamba e nem escuta a justificativa de quem está sendo acusado”, revelou

Ao término do discurso em tom irônico, o vereador, entoou um sucesso sertanejo “Risque o meu nome da sua agenda… Esqueça o meu telefone e não me ligue mais… Pois estou cansado de ser humilhado”.

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LIDERANÇA DIFÍCIL

O primeiro líder do prefeito, na Câmara Municipal, foi o vereador de quinto mandato, Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), que entregou o cargo ao prefeito José Carlos do Pátio no começo do ano, alegando na época, os mesmos apresentados hoje por seu sucessor, a falta de diálogo de Pátio com o líder e até mesmo com os demais parlamentares.

Miltão que assumiu a vaga de vereador no final do ano passado, em virtude da cassação do mandato da ex-vereadora Mariuva Valentim (PMDB), por compra de voto, havia sido secretário Municipal de Governo e assumiu a liderança de Pátio na Câmara, pois nenhum outro vereador peemedebista aceitou o cargo.

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