Maconha estava escondida dentro de caminhão carregado de brita (Foto: Assessoria/Gaeco)

Cerca de 1,5 tonelada de maconha oriunda possívelmente do Paraguai, que foi apreendida nesta segunda-feira (3) em Mato Grosso, abasteceria ao menos 200 bocas de fumo de Cuiabá e região metropolitana da capital, conforme informou o Comandante da Polícia Militar, coronel Osmar Lino Farias. Catorze pessoas foram presas na Operação Papo Reto suspeitas de envolvimento com a quadrilha especializada em tráfico de drogas. Em quatro ações realizadas em setembro, foram apreendidas quase duas toneladas de maconha com membros desta organização criminosa.

Pelo menos 30 homens do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) interceptaram na madrugada de hoje os distribuidores da droga na BR-364, região da Serra de São Vicente, a mais 60 km de capital. Segundo o tenente-coronel Nildo Dionisio Elias, comandante da operação, a droga estava escondida dentro de um caminhão caçamba carregado de brita.

A Operação Papo Reto, que durou dois meses, identificou que o motorista do caminhão saiu de Poconé, município pantaneiro a 100 km da capital, e buscou a droga na cidade de Ponta Porã (MS), que faz fronteira com o Paraguai. O caminhão ficou cerca de 30 dias na cidade aguardando o momento mais adequado para vir para Mato Grosso, abastecer principalmente a região metropolitana de Cuiabá.

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Conforme informações do Gaeco, os bandidos se passavam por comerciantes que estavam na cidade sul-mato-grossense para comprar produtos eletrônicos no Paraguai. Mas as investigações apontaram que o intuito deles era o tráfico de drogas. Dos 14 presos nesta última ação do Gaeco, dois foram apontados como líderes do esquema, quatro como batedores, um como motorista do caminhão e o restante como comparsas do grupo criminoso formado por 10 homens e quatro mulheres. As drogas apreendidas tinham várias identificações das respectivas procedências criminosas.

A ação dos bandidos foi monitorada pelo setor de inteligência da operação. “Estávamos seguindo os transportadores da droga. Nós aguardamos o melhor momento para fazer a apreensão. Quando vimos que, na Serra de São Vicente, os três carros batedores se distanciaram do caminhão com a carga, nós começamos a fazer as interceptações rapidamente para evitar que os suspeitos fossem avisados por celuar da nossa ação”, explicou Dionisio Elias.

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Consumidores
Segundo o coronel da PM Osmar Farias, a droga seria levada para abastecer as bocas de fumo da capital e de Várzea Grande. Ele estimou que a uma tonelada e meia de maconha seria destinada para várias pequenas bocas. Farias também disse que a PM tem buscado mapear o número de usuários e os pontos de venda de droga que estão em funcionamento no estado. “Temos uma estimativa de que no estado existam ao menos 700 bocas de fumo, que mudam constantemente de lugar. Ainda estamos mapeando o número de usuários”, comentou.

Ações “teste”
Esta foi a quarta vez que esta mesma quadrilha tentou entrar neste ano com droga no estado de Mato Grosso. Em um mês, foram apreendidas quase duas toneladas de maconha com membros desta única organização criminosa.

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Segundo o Gaeco, no dia 11 de setembro um homem foi preso em flagrante com 200 quilos de maconha, ao ser abordado em uma barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No dia 17 do mesmo mês, ao perceber que estava sendo seguido pela polícia, o motorista de um veículo que estava com 138 tabletes de droga abandonou o carro no acostamento da BR 364.

Mesmo tendo duas tentativas frustradas, a organização criminosa não desistiu. Cinco dias depois da segunda prisão, um motorista da quadrilha perdeu o controle do veículo e capotou cheio de droga em uma estrada federal. E nesta segunda-feira, depois de três tentativas, quase uma tonelada e meia foi apreendida no caminhão caçamba. Esta droga apreendida será incinerada na tarde de terça-feira (3), em Cuiabá.

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