Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Durante uma coletiva realizada nesta tarde o prefeito José Carlos do Pátio (PMDB) pediu para que os servidores voltassem as suas atividades normais e que não há motivos para que os mesmos fizessem qualquer tipo de paralisação, já que os salários estão em dia e é considerado um dos maiores no Estado. Segundo o prefeito, os servidores terão que repor o dia perdido.

Pátio falou que recebeu os representantes do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur) e que está analisando as propostas, apesar de que ainda falta muito tempo para a data base, momento em que se é para discutir salários. De acordo com Pátio não há justificativa para que os servidores interrompessem os trabalhos na data de hoje, muito menos por problemas pontuais.

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“Essa atitude foi uma irresponsabilidade, estou cumprindo os meus deveres como gestor e não aceito que os servidores desrespeitem os cidadãos. A nossa gestão foi a que mais investiu na educação. Eles não pensaram naquele trabalhador que levanta às 5h da manhã que não tem onde deixar a criança e a hora que chega na porta da creche ou da escola e aquela instituição não está funcionando”, diz.

Segundo Pátio um dos pedidos do Sindicato é que se troque o Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) dos servidores para que se equipare com o do Estado. “Só que eles só veem o início da carreira onde o servido começa realmente ganhando menos do que os do Estado, mas só que um funcionário de carreira com dez anos ganha muito mais no município do que se fosse no Estado. O nosso Plano de Carreira é muito mais vantajoso e não há como discutir piso salarial sem rever todo o processo do PCCS”, comenta.

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O prefeito falou que toda rede de ensino está passando por reformas, mas que é cumprindo um cronograma. “Existem problemas porque as estruturas das escolas e creches são antigas, nunca passaram por reforma. Se hoje não são boas, posso garantir que está melhor que antes”, alega.

Pátio afirmou que não falta professores na rede de ensino e que os que passaram no concurso público só serem chamados para assumir o cargo no ano que vem. “Não tem como eu levar em consideração o pedido dos servidores se a rede não estiver funcionando como deve”, finaliza.

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