O comandante da 2° Companhia de Polícia Militar de Proteção Ambiental, capitão Douglas Pelissari Catanante. Foto: Varlei Cordova/Agora MT

No início do mês de novembro a atividade de pesca está proibida, em razão dos peixes subirem os rios para desovar, o período, que geralmente estende até fevereiro, é conhecido como Piracema. A Polícia Ambiental já articula as ações de fiscalização para este ano.

O comandante da 2° Companhia de Polícia Militar de Proteção Ambiental, capitão Douglas Pelissari Catanante, explicou que as atividades pré-piracema, de fiscalização e orientação já iniciaram junto aos ribeirinhos, proprietários de ranchos de pescas e pescadores desavisados. Catanante informou também que já começou o levantamento de estoque de pescado das peixarias.

O capitão destacou que as atividades para 2011/2012 serão basicamente as mesmas aplicadas no último período de fiscalização, em ações conjuntas entre Juizado Volante Ambiental (Juvam), IBAMA, secretarias do Meio Ambiente e Polícia Militar, com o diferencial que o efetivo maior e a fiscalização mais intensas.

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De acordo com Catanante, as pessoas deve ter consciência do impacto que a pesca no período proibitivo pode trazer ao meio ambiente, principalmente no futuro. “Como os peixes sobem para desovar, a pescaria impede a procriação da espécie, que pode vir a extinguir”, argumentou o capitão que já observa a escassez de peixe, se comparado há anos anteriores.

Em fevereiro deste ano, quando terminou o período da piracema, a Polícia Ambiental registou a apreensão de mais de 2 mil quilos de pescado,  sendo que apresentou um queda brusca nas apreensões no decorrer do período. Catanante relatou que no primeiro mês de proibição foram apreendidos mais de mil quilos de peixes e no último mês cerca de 50 quilos, e atribui o resultado a ação de fiscalização, a conscientização das pessoas e principalmente as denuncias da população.

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Durante o período da piracema a Polícia Ambiental tem foco direcionado à pesca, contudo os demais crimes ambientais não são deixados de lado. A população pode realizar as denuncias diretamente na Polícia Ambiental (66) 9657-0919 ou no 190.

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