Percurso da Corrida de Jegue entre Serra Nova Dourada e Bom Jesus do Araguaia (Fonte: Paulo Avelar)

Não é só a RBR de quatro rodas que está deixando todo mundo para trás nas pistas. A RBR de ‘quatro patas’ também está com tudo nas trilhas do interior de Mato Grosso, e ao invés de cavalos, ela lidera com jegues de potência. Foi assim que a equipe RBR honrou o nome e deu um show de pontos na 5ª edição da corrida de jegues – Jegcross, que aconteceu entre as cidades de Serra Nova Dourada e Bom Jesus do Araguaia, a 1.125 e 983 quilômetros de Cuiabá, respectivamente.

Com 50 pontos, muita lama e diversão, a RBR do Distrito de Novo Paraíso, da cidade de Ribeirão Cascalheira, a 893 quilômetros de Cuiabá, garantiu a liderança na prova e levou para casa uma moto zero quilômetro. E por coincidência mais uma vez, a RBR mato-grossense ficou com uma pontuação quase 40% maior que o segundo colocado, assim como a RBR de Vettel na atual classificação da Fórmula 1.

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A equipe Churupita, de Alto Boa Vista, a 1.064 quilômetros de Cuiabá, conquistou o segundo lugar com 30 pontos e levou para casa R$ 1mil. A Chega logo Menina, de Alto Boa Vista, e os Jegueiros Zóio D’Água, de Bom Jesus do Araguaia, empataram na pontuação, com 22 pontos e levaram R$ 500 e R$ 250, respectivamente. Já a equipe Os Chiquitos Fadinha fizeram apenas sete pontos e ganharam R$ 150.

Nomes Inusitados

Mas não são apenas as campeãs da prova que chamaram atenção pelos nomes inusitados. As outras 14 equipes que disputaram o título do Jegcross também mostraram muita criatividade na hora da escolha. Em Bom Jesus do Araguaia, tinham Os travados, Litorano, Os perigosos, Os derramados e Os Cuiabanos, além do sugestivo time campeão.

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Em Serra Nova Dourada, o Quebra Tudo e Os pé de Cana chamaram atenção. Já o município de Alto da Boa Vista foi representado ainda por Chega Logo Menina e Papa Tudo. Mas não foram apenas mato-grossenses que participaram da prova de velocidade com jegues. A equipe Córrego da Onça, de Brasília, no Distrito Federal, foi até o interior de Mato Grosso para prestigiar a prova ‘animal’.

Proibido bater no bicho

Durante o percurso de 18 quilômetros cada equipe composta por três pessoas, piloto, chefe da equipe e membro, foi avaliada pelos fiscais. Segundo um dos idealizadores do evento, Paulo Avelar, as equipes perderiam pontos se o animal fosse agredido ou se um membro da equipe desempenhasse função do outro.

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– O piloto é o único que poderia montar no jegue. Só no caso dele se machucar, o membro [da equipe] poderia substituí-lo. Nas reuniões, as regras foram repassadas para o chefe de equipe, que é o responsável pela equipe. E nenhum deles poderia machucar o animal ou usar um objeto que o machuque, nem usar nada para fazer com que ele andasse mais rápido

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