Ao avaliar a superlotação do Pronto-Socorro de Várzea Grande, que está recebendo pacientes de Cuiabá, o secretário estadual de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, admitiu que o sistema de saúde está falido.

O problema foi evidenciado após a transferência dos atendimentos do Pronto Socorro de Cuiabá para a unidade de Várzea Grande, após o teto do box de emergência desabar, na última sexta-feira (14/10), durante um temporal.

Diante do fato o secretário argumentou que há uma falência no sistema porque uma das portas (PS de Cuiabá) está com operação de menos de 10%, e enquanto a situação permanecer o sistema terá um grave problema.

Com o Pronto-Socorro da capital fechado para pacientes de alta complexidade, o Pronto-Socorro de Várzea Grande está superlotado com pacientes sendo atendidos pelos corredores em macas improvisadas e outras sendo atendidas no chão mesmo. Segundo a direção da unidade, a demanda de urgência aumentou 50% e a de baixa complexidade cresceu 20% só na última semana.

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Diante do caos, a Defensoria Pública de Mato Grosso entrou com uma ação na Justiça pedindo a restrição da entrada de novos pacientes em estado grave no PS de Várzea Grande. Segundo a Defensoria, os pacientes de acidentes de trânsito, por exemplo, devem ser encaminhados para hospitais conveniados da rede privada de saúde. O Ministério Público também não concorda com a precariedade da unidade e também vai pedir à Justiça a transferência imediata de 42 pacientes que estão recebendo atendimento no chão da unidade hospitalar.

No entanto, para o secretário de Saúde transferir pacientes do PS para os hospitais particulares representa pagar duas vezes pelo mesmo serviço. “Isso apena o estado e a sociedade mato-grossense duas vezes. Nós transferimos recursos para o Pronto-Socorro de Várzea Grande e para o Pronto-Socorro de Cuiabá. Quando o serviço não acontece e o estado é apenado em pagar novamente em outra unidade, isso significa pagar duas vezes pelo mesmo serviço”, comentou.

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As obras no PS em Cuiabá, porém, não devem ficar prontas tão cedo. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, as obras na chamada Ala Vermelha, que recebe os pacientes em estado grave, devem durar cerca de 15 dias. O teto deste local desabou durante uma forte chuva na semana passada.

De forma paliativa, informou a assessoria, a previsão é que na próxima sexta-feira (21) o box de urgência voltará a funcionar em um local improvisado. Os pacientes vão passar a ser atendidos na Ala Verde, que era destinada para paciente de complexidade menor.

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