Foto: Arquivo AGORA MT

A taxa de sobrevivência das empresas aumentou 1,5 ponto percentual em Mato Grosso e, conforme estudo realizado pelo Sebrae Nacional, de cada 100 empresas constituídas no Estado, já são 65 que mantêm as portas abertas após os dois anos de atividade. Com essa evolução, Mato Grosso está entre os 20 Estados brasileiros onde o índice de sobrevivência das empresas melhorou.

Na comparação com países do chamado primeiro mundo, o Brasil e o Estado tiveram bom desempenho. Com 65%, Mato Grosso fica em posição superior no ranking a países como Finlândia (63%), Eslováquia (62%), Nova Zelândia (57%), Hungria (56%) e Holanda (50%). Já no Brasil, o índice de 73,1% de sobrevivência das micro e pequenas empresas (que antes era de 71,9%) é superior ao de nações como Espanha (69%) e Itália (68%) e bastante próximo ao do Canadá (74%).

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Para a técnica do Sebrae, Rosana Guimarães do Santos Rocha, “os empreendedores estão percebendo cada vez mais a importância do planejamento, atentos para não misturar finanças pessoais com as da empresa, dispostos a investir em sustentabilidade e buscando inovação tanto de gestão quanto tecnológica para aumentar a competitividade do negócio”. “Já vai longe o tempo onde quem se destacava no mercado era quem tinha intuição”, observa Rosana Rocha.

Segmentos

Embora seja o segmento com menor índice de sobrevivência no Estado (56,4%) e no país (66,2%), em Mato Grosso a Construção Civil obteve o maior avanço (subiu 4,3 pontos percentuais) saltando de 52,1% em 2005 para 56,4% em 2006; na sequência, vem o Comércio que saiu de 63,4% para 66,3% (aumento de 2,9 pontos percentuais) e a Indústria (cresceu 2,8 pontos percentuais), ao sair de 65,2% para 68%. Já no setor de Serviços, a taxa de sobrevivência experimentou leve retração (-1,3 pontos percentuais); em 2005, era de 64,4% e em 2006, cai para 63,1%.

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O setor onde houve maior crescimento na taxa de sobrevivência no Estado é a Indústria, seguido pelo Comércio com 66,3% e serviços, com 63,1%. Os dados constam do estudo sobre Taxa de Sobrevivência das Empresas no Brasil, lançado nesta quinta-feira (20) em São Paulo pelo Sebrae Nacional com transmissão ao vivo pela internet para todo o país. Esta edição do estudo traz novidade em sua metodologia, que deixa de utilizar pesquisas de campo e passa a empregar a base de dados da Receita Federal.

Segundo o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, a mudança irá possibilitar a divulgação anual do índice, dando início a uma série histórica, ao mesmo tempo em que traz uma radiografia dos estados. “Estamos falando agora de um censo integral, com cerca de 500 mil empresas”, disse. Para Barretto, esse resultado positivo é reflexo de aspectos como “aumento da escolaridade, nova classe média e melhora do ambiente legal no país.

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