Treinador não escondeu de ninguém que as jogadoras tomariam uma enorme bronca após a classificação

Assim como já havia acontecido na primeira partida contra a República Dominicana nestes Jogos Pan-Americanos, o técnico José Roberto Guimarães deixou a quadra bastante chateado com a atuação das jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei, a despeito da vitória conquistada por 3 sets a 0. Desta vez, o problema foi a queda de rendimento do time no terceiro set, que por pouco não foi perdido e terminou em 25-23.

– Não gostei da atitude do time: não podíamos entrar como a gente entrou, tínhamos que começar na frente abrindo o placar. Cometemos erros por falta de concentração e é isso o que me fez ficar bravo e triste. Já vi vários jogos virarem por atitudes assim porque começa a dar tudo certo para o outro lado e ninguém segura mais.

O treinador não escondeu de ninguém que as atletas tomariam uma enorme bronca após a partida:

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– Como eu já sou escolado, não posso deixar que isto aconteça e vou brigar com quem tiver que brigar para que isto não ocorra.

De fato, sob o próprio comando do técnico, a atual geração da seleção brasileira já perdeu diversas oportunidades por não conseguir ter a concentração suficiente para fechar o jogo. Foi assim na decisão do Mundial de 2006, quando o time chegou a ter 13-11 no quinto set e tomou a virada da Rússia. Há quatro anos, no Pan de 2007, o time desperdiçou nada menos que seis match points antes de cair em casa diante de Cuba, adversário desta quinta (20) na decisão em Guadalajara:

– Em voleibol, não se administra resultado. Baixou a guarda, tudo pode acontecer. Aí depois fica com aquela história: “Por que é que aconteceu?”. Aconteceu porque achamos que o outro time estava morto, só que do lado de lá tinha uma República Dominicana que merece respeito e é treinada por um brasileiro (Marcos Kwiek) que sabe o que está fazendo.

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Jogadoras não concordam

Questionadas sobre a oscilação do Brasil na partida, as atletas da seleção brasileira preferiram exaltar o crescimento das dominicanas a reconhecer as falhas apontadas por Zé Roberto. Foi o caso da ponteira Mari:

– Não é questão de oscilar, é questão de não ter ninguém bobo do outro lado. Elas também jogam, têm méritos e às vezes vão se encaixando no meio do jogo.

Na visão da líbero Fabi, o placar desfavorável de 2 a 0 fez a República Dominicana crescer no jogo:

– No terceiro set, elas arriscaram mais ainda, vieram para o tudo ou nada, pois não tinham nada a perder. Mas, mesmo não atuando como nos dois primeiros sets, o mais importante é que a gente conseguiu se recuperar no jogo.

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O técnico Zé Roberto, porém, minimizou essa qualidade de buscar e virar o placar na etapa final:

– É um mérito pelas jogadoras que entraram de fora e mantiveram o time aceso. É um pouco de competência e sorte, de as atletas virem do banco e segurarem a onda. E se não acontecesse? Seria complicado. Eu prefiro me precaver.

Brasil e Cuba fazem a final do vôlei feminino no Pan de Guadalajara 2011 às 23h (horário de Brasília) desta quinta (20), com transmissão ao vivo da Rede Record.

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