Mato Grosso é o 5º Estado brasileiro em número de processos administrativos contra magistrados. Ao todo, 39 juízes mato-grossenses respondem na Corregedoria por conta de alguma suspeita de infração.

Os dados estão disponíveis no portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde a última sexta-feira (11/11). A divulgação acontece dois meses após polêmica criada pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, que disse haver “bandidos de toga” no Judiciário brasileiro.

O Estado com o maior número de processos administrativos é, surpreendentemente, o Piauí, onde há 211 procedimentos em tramitação. Em seguida, aparecem São Paulo (134), Amazonas (59) e Minas Gerais (52).

A divulgação das informações, segundo o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, vai possibilitar que, a partir de agora, a população consiga acompanhar o trabalho das corregedorias na apuração de eventuais faltas cometidas por magistrados.

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Segundo o CNJ, existem no Brasil ao menos 704 investigações abertas contra magistrados nas corregedorias.

A posição de Mato Grosso revela o excesso de desvios de conduta no Judiciário local. Conforme o estudo “Justiça em Números”, do próprio CNJ, o Estado é o 12º do Brasil em número de magistrados, mas aparece em quinto lugar em quantidade de processos administrativos.

À exceção de dois juízes, a maioria dos citados pelo CNJ não teve seus nomes divulgados no site, apenas as iniciais. Um dos que tiveram o nome divulgado é Roberto Teixeira Seror, alvo de uma reclamação disciplinar em razão de, segundo o Ministério Público Estadual, cometer “atos figurativos de favorecimento vergonhoso” quando substituiu o titular da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Pública d Cuiabá.

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A outra é a juíza Ângela Regina Gama da Silveira Gonçalves, da Comarca de Tangará da Serra, que também responde a reclamação disciplinar por ter nomeado pessoa incapacitada para realização de uma perícia contábil.

Já o juiz F.M.M.S. responde a procedimento em razão de um pedido de providência interposto pelo corregedor do TJ, Márcio Vidal, por suspeita de venda de sentenças. Segundo o CNJ, o processo foi aberto no dia 18 de maio deste ano.

Já o juiz cujas iniciais são E.V.G. é alvo de um pedido de providências por parte do Ministério Público, por conta de sua conduta em uma ação ajuizada pelo advogado Marcos Barros. O processo, aberto em julho, se refere ao caso conhecido como “escândalo dos Corollas”, como ficou conhecido o episódio da suposta compra ilegal de veículos para desembargadores do TJ.

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A maioria dos processos, no entanto, foram abertos para investigar morosidade na condução de autos, além de suposta perseguição a advogados.

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