Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

Oficialmente, o verão começa só em 21 de dezembro. Mas o sol já está brilhando e a temperatura começa a esquentar. Quem pretende aproveitar o calor na praia ou na piscina, deve tomar cuidado com problemas como micoses, insolação, otite, entre outros. Com os dias mais quentes, podem surgir também problemas de desidratação e intoxicação alimentar.

Todos esses contratempos, no entanto, podem ser evitados com algumas medidas preventivas. O médico Alexandre Wolkoff, coordenador médico do Pronto-socorro Adulto do Hospital San Paolo, dá algumas dicas de prevenção contra sete doenças recorrentes nessa época, justamente para que suas férias não terminem no hospital. Confira:

:: Insolação — Uma das doenças de verão mais comuns, pode ser evitada com uma medida muito simples: não tomar sol entre as 10h e as 15h e sempre usar filtro solar. A longa exposição ao sol pode causar desidratação e queimaduras, além de sintomas como dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura elevada do corpo e queimaduras que podem deixar a pele vermelha ou até provocar bolhas.

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:: Micoses — No verão, transpiramos muito mais que nas outras estações e a pele úmida é o local preferido por micro-organismos que normalmente são adquiridos em locais como piscinas e praias. A doença começa com irritação e coceira, que causam uma vermelhidão no local, geralmente nas virilhas, pés e unhas. Ao perceber a micose, o conselho é procurar um clínico geral ou dermatologista, pois essa doença pode ser facilmente confundida com outras patologias. A automedicação nunca é aconselhada.

:: Desidratação — Trata-se de uma grande perda de líquidos e sais minerais. Uma pessoa perde em média 2,5 litros de água por dia, seja por suor, urina ou fezes. Com o alto calor do verão, essas eliminações são potencializadas e outras formas de evasão da água são criadas, como o vômito. Quando desidratado, o paciente apresenta sede, fica com a boca e os olhos ressecados e não urina regularmente. A saída é o repouso em lugares arejados e ingerir líquidos constantemente para que se mantenha hidratado. Beba muita água.

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:: Otite — Após mergulhar no mar ou em piscinas, muitas pessoas ficam com o ouvido entupido de água, o que pode predispor à inflamação e à infecção nos ouvidos. Infecções causadas por fungos podem ser frequentes.

:: Conjuntivite — Normalmente é adquirida em piscinas não tratadas devidamente e praias impróprias para o banho. A conjuntivite é de facílima transmissão, por meio do contato manual, por isso evite contato com quem estiver infectado. Quem contrai a doença fica com os olhos avermelhados e lacrimejantes, além de sentir coceira. E escolha bem o lugar onde vai se banhar.

:: Intoxicação alimentar — Os frutos do mar são os principais responsáveis pela intoxicação alimentar. Comer em clubes, barraquinhas de praia e em outros lugares onde a higiene no preparo e a conservação dos alimentos é duvidosa também é perigoso. Podem ser curadas em apenas um dia, com reidratação, mas há casos graves, em que surgem complicações associadas, que podem durar até sete dias. Tenha cuidado na hora de escolher o restaurante, lave bem as mãos quando for preparar alimentos e tenha certeza de que eles estão frescos e bem conservados.

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:: Brotoejas — São aquelas bolinhas de água que causam vermelhidão e coceira no rosto, pescoço, ombro, barriga ou peito. Elas estão diretamente relacionadas com a atuação das glândulas sudoríparas, que são muito exigidas durante o verão por causa do excessivo calor e da transpiração. A prevenção consiste em evitar ambientes e banhos muito quentes.

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