Participantes do debate sobre os efeitos do agrotóxico. Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi palco das atividades da ‘Campanha Permanente de Combate ao uso do Agrotóxico e Pela Vida’, oportunidade em que o professor Wanderlei Pignati, apresentou partes dos resultados da pesquisa feita em parceria com a Fiocruz, que aborda o impacto dos agrotóxicos nos alimentos, desenvolvida em Lucas de Rio Verde e Campo Novo do Parecis.  O evento desenvolvido pela rede ambienta, começou nesta quinta-feira (17/11) no campus de Rondonópolis

Pignati falou como os agrotóxicos estão presentes no ar, na água, solo e alimentos e prejudicam a saúde da população. O pesquisador afirma que é possível encontrar resíduos de agrotóxicos no leite materno, e alguns produto tem duração até 50 anos para se decompor.

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Desde 2009 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Por ano mais de um bilhão de litros de veneno são despejados nas lavouras e são consumidos junto com os alimentos, o que corresponde a 5,2 litros de agrotóxicos por pessoas. Segundo o pesquisador em Mato Grosso foram utilizados, em 2009, aproximadamente 103 milhões litros de veneno.

Em Lucas do Rio Verde foi utilizado, no ano passado, 5,1 milhões de litros de venenos nas lavouras de soja, milho, algodão. E foi possível constatar a presença de chuva de agrotóxico no perímetro urbano. Além da exposição alimentar de 136 litros agrotóxicos por habitante em 2010. Contudo a realizada é semelhante a outros 54 municípios de Mato Grosso.

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Pignati esclarece que alguns componentes dos agrotóxicos são favoráveis ao desenvolvimento de células cancerígenas, além de contribuir com outros problemas de saúde como má formação congênita, neoplasia e perturbação psíquica.

O pesquisador denuncia que dos 36 produtos mais utilizados nas lavouras do Estado 20 são proibidos na Europa. E Também o descumprimento das leis que regulam as formas que os agrotóxicos podem ser aplicados, bem como a distância dos rios e residências.

As atividades seguem até amanhã (19/11), a campanha é resultado de uma mobilização nacional para reduzir a quantidade de agrotóxico usado no país.

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