Foto: Varlei Cordova/Agora MT

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg), Rubson Guimarães, e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), Sandra Raquel Mendes, questionam a falta de estrutura da cadeia pública feminina, que atende toda região. Hoje a unidade também acumula a função de presídio, pois parte das presas já tiveram a sentença decretada.

A cadeia tem nove celas e capacidade de receber 124 presas, até que sejam sentenciadas quando deveriam ser encaminhadas para uma penitenciária, apesar de possuir 101 reeducandas o local não oferece condições de infraestrutura e precisa de uma reforma urgentemente.

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presidente do conselho da mulher conversou com as detentas onde expuseram que a fiação elétrica apresenta curto circuito e a rede hidráulica o esgoto também apresenta problemas, além do fato que quando chove a água entra dentro da cela.

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Outro problema pontuado é que pelo menos há seis meses falta produtos de higiene pessoal, como sabonete, creme dental e absorvente e as presas contam com o apoio da família e das organizações religiosas que tentam contornar o problema.

No momento a cadeia não dispõe de médicos, enfermeiros e psicólogo, e conta apenas com uma assistente social para acompanhar as presas. Quando é necessário algum atendimento é necessário leva-las a uma unidade de saúde para tratamento e o controle e aplicação dos medicamentos ficam sob a incumbência dos agentes prisionais.

Sandra Raquel frisou que já protocolou vários ofícios na secretaria de segurança pública na tentativa de oferecer condições dignas para que as detentas, como também para os servidores que vivem juntamente com as presas em condições de precariedade. O último documento foi entregue ao secretário de segurança pública, Diógenes Curado, na audiência pública que foi realizada no município.

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O presidente do Conseg, Rubson Guimarães, disse que é lamentável o descaso com a cadeia feminina, mas infelizmente a realidade é semelhante nos outros departamentos de segurança, como na Penitenciária da Mata Grande, Centro de Ressocialização, Polícia Militar, Polícia Técnica. “O Governo precisa fazer investimentos em segurança para reverter esse quadro de precariedade”, cobrou Rubson.

No próximo dia 08 de dezembro será realizada uma reunião, no Conselho da Mulher que envolverá toda sociedade e representantes dos órgãos de segurança para juntos cobrarem uma reposta do Governo do Estado.

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