Reunião sobre para buscar soluções para as dificuldades para o atendimento do SAMUFoto: Varlei Cordova/AGORAMT

A crise instalada no Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (SAMU), com a falta de ambulâncias pode estar cada vez mais grave.

A falta de investimentos no serviço, inclusive para a manutenção das unidades móveis, o baixo número do efetivo e o local inadequado das instalações, aprofundaram a crise e agora o Governo do Estado, anunciou que pode transferir a Central de Atendimento para Cuiabá.

Hoje a central que funciona em Rondonópolis, conta com apenas uma linha telefônica, para atender as cidades de Rondonópolis, Jaciara e Primavera do Leste e isto tem causados problemas no atendimento.

Neste instante, O secretário municipal de saúde, Valdecir Feltrin, o comandante regional do Corpo de Bombeiros, Tenente Coronel, Vanderlei Bonoto, o sindicato dos médicos e os profissionais que atuam no SAMU, estão reunidos com os vereadores, na Câmara Municipal, para tentar por fim a crise e recuperar a excelência na qualidade do atendimento prestado pelo SAMU.

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Atualização

A reunião é fruto do pedido de apoio dos médicos do SAMU aos vereados, diante da precariedade que se encontra o serviço que não tem atendido a população como deveria. A Comissão de Saúde da Câmara constatou as denuncias apresentada aos parlamentares.

Hermógenes Ferreira Oliveira Neto, médico do SAMU, apontou duas vertentes dos problemas. A primeira é a questão de estrutura física e humana do SAMU que apresenta problemas como, falta de profissionais, falta de ambulância, falta de aparelhos e linhas telefônicas, carência de local para esterilização de material (hoje é realizado no Hospital Regional), a inexistência de espaço para limpeza dos equipamentos, e outros.

Outro ponto é a questão de salarial, pois os médicos não recebem reajuste desde o ano de 2.005, não é pago direitos como insalubridade e adicional noturno.

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Durante a reunião foi exposto, pelo secretário Valdecir Feltrin, o interesse do Governo do Estado em assumir todas as centrais de regulação, e que enxerga a proposta com receio quanto o funcionamento nos atendimentos.

A presidente do sindicato dos médicos de Mato Grosso, Elza Queiroz, afirmou que o SAMU Rondonópolis era referência no serviço e hoje está totalmente sucateado e propôs a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para averiguar a gestão dos recursos destinados ao SAMU.

O comandante do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Bonoto, afirmou que possui recurso para fazer ampliação e adequação da central de atendimento do SAMU, mas emperra na proposta de desvinculação do SAMU do Corpo de Bombeiros. Segundo Bonoto a execução do projeto depende apenas da autorização do prefeito para proceder com a licitação.

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Ao término da reunião o presidente da Câmara, Ananias Filho (PR), se comprometeu em viabilizar acesso dos médicos ao prefeito para discutir o reajuste salarial, cobrar a realização da licitação para fazer as adequações da sala do SAMU. Os parlamentares agendarão para a próxima sexta-feira (18/11) uma audiência com o coordenador do projeto de unificação das centrais de regulação do SAMU, em Cuiabá.

Hoje Rondonópolis conta com apenas duas ambulâncias básicas e uma avançada, quando deveria possuir pelo menos mais duas viaturas básicas.

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