Considerada pelos médicos uma das DSTs mais comuns, o HPV pode ser prevenido desde cedo. Ainda na infância, a menina deve receber doses da vacina contra o Papilomavirus Humano, um dos principais causadores de câncer do colo do útero.

Hoje, dez anos depois das primeiras aplicações no Brasil, existem duas vacinas a disposição das mulheres em consultórios médicos. O tipo bivalente protege contra dois vírus associados ao câncer de colo do útero, enquanto a quadrivalente vai além: protege contra o câncer e previne contra o aparecimento de verrugas genitais.

Qual vacina escolher?
O ginecologista irá determinar, após avaliação clínica, qual a melhor vacina para a paciente. O importante é procurar ajuda especializada logo cedo, a partir dos nove anos, explica Rodolpho Strufaldi, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC. “Quanto mais cedo for aplicada a vacina, melhor. Sendo ideal antes mesmo do início da vida sexual, de modo a prevenir a contaminação, uma vez que ainda não houve risco de exposição ao HPV”, diz Rodolpho.

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O curto período de uso da vacina ainda não permite medir com exatidão o período em que as doses terão efeito no organismo, apesar dos fabricantes apontarem variação entre cinco e dez anos. Todas as dúvidas geradas em volta da vacina anti-HPV barram sua entrada na carteira de vacinação do Ministério da Saúde. Apenas os consultórios particulares têm o material disponível. Cada dose custa, em média, R$ 350, sendo necessárias três aplicações para o tratamento completo.

Apesar de preventivo, o tratamento com a vacina também pode ser feito por quem já teve o problema de saúde. “Mesmo quem tiver contraído o HPV pode tomar a vacina, pois poderá prevenir contra outros tipos do vírus”, afirma Eliane Teixeira Guimarães, coordenadora de Gestão de Saúde da Unimed Rio. A contraindicação é feita apenas para gestantes.

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120 tipos de vírus
Estudos em todo mundo mostram que metade das mulheres sexualmente ativas deve ser infectada por um dos 120 tipos de HPV em algum momento da vida. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imunológico, principalmente entre as mais jovens. No entanto, não confie apenas no organismo, pois os anticorpos nem sempre serão suficientemente para eliminar o Papilomavirus Humano. Prevenção ainda é o melhor remédio.

Agência Hélice,
Especial para o Terra

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