Foto: da assessoria

Um Projeto de Lei proposto pelo deputado estadual, Ondanir Bortolini –Nininho (PR/MT) propõe que todos os bancos de sangue públicos e privados de Mato Grosso estejam funcionando em parceria com o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A medida poderá possibilitar ao doador que seja feita a coleta de apenas 10 ml a mais de sangue para o exame de histocompatibilidade, mais conhecido por HLA (exame que identifica as características genéticas de cada indivíduo), que será cadastrado no Redome.

O deputado destacou que a proposta poderá contribuir para aumentar o número de potenciais doadores de medula óssea. “Muitas pessoas que doam sangue, com certeza irão concordar em fazer parte do Redome. O transplante de medula é a única alternativa para quem tem leucemia e outras doenças do sangue”, ressalta o parlamentar.

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Atualmente, são poucos os Bancos de Coleta e Transfusão de Sangue de Mato Grosso que estão cadastrados no Redome, sob autorização do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Nininho especifica que o PL propõe ao Executivo a implantação no ato da doação de sangue na hemorrede pública e privada, a realização do teste de tipagem HLA com o envio dos dados para o Redome. Somente laboratórios cadastrados e indicados pelo Inca é que estão autorizados para realizar o exame HLA.

Cada doador deverá assinar um termo concordando com o registro dos dados, mas isso não implicará em obrigatoriedade de doação, que será consentida por ele somente quando houver paciente compatível. “Esse projeto pode beneficiar não apenas os matogrossenses, mas todo o país. Os dados ainda ficam disponíveis para o exterior, aumentando as chances de salvar vidas”, defende o deputado.

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O médico Oncologista, José Spila Neto acredita que o Projeto pode contribuir para a estruturação dos bancos de sangue, de modo que a todo doados seja oferecida a possibilidade de ser também potencial doador de medula. “O Brasil é um país muito miscigenado. Quando não encontra o doador de transplante na família é muito mais difícil encontrar no país. Procurar um doador internacional ainda é mais complicado, porque o brasileiro tem características genéticas mais peculiares”, complementa o oncologista.

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