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O doador de sangue é o elemento vital ao funcionamento de um hemocentro e de um hospital. Por isso, as pessoas saudáveis devem ser conscientizadas quanto à importância da doação voluntária.

A falta do estoque de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias e de procedimentos. Um exemplo é o doente que faz quimioterapia, já que, caso não receba o suporte de transfusão, poderá não resistir ao tratamento. Além disso, pode ser um enorme prejuízo ao paciente o adiamento de cirurgias cardíacas, de transplantes de rim, de fígado, de medula óssea, entre outros procedimentos que necessitam de sangue e de plaquetas.

Um grande desafio enfrentado pelas instituições de saúde é manter e elevar a doação de sangue. Atualmente, os doadores representam apenas 1,7% da população brasileira. Pelo fato de essa quantidade não fazer falta ao organismo, nada justifica as pessoas não adotarem essa prática.

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Para se tornar um doador, é preciso apresentar um documento de identificação e preencher um cadastro no banco de sangue. Em seguida, com apenas um furinho no dedo, é possível verificar se o voluntário está com anemia. Também é conferida a pressão arterial, o pulso, a temperatura do candidato, além de ser realizada uma entrevista, chamada de triagem clínica, cuja finalidade é avaliar os antecedentes patológicos e os possíveis fatores de risco do doador.

A entrevista não tem o objetivo de ser um interrogatório para investigar a vida das pessoas, mas de levantar informações em prol da proteção de quem está doando, além de assegurar a qualidade do sangue que será transfundido.

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Por fim, são realizados testes em todos os doadores para identificar possíveis doenças, como o vírus HIV, HTLV, hepatites (C e/ou B), sífilis ou de Chagas, como também para determinar o grupo sangüíneo ABO e o fator RH (positivo ou negativo).

Não podem realizar doação as pessoas que já tiveram hepatite; são portadores do vírus HIV ou de alguma doença infecciosa transmitida pelo sangue; diabéticos que usam insulina; mulheres grávidas ou em fase de amamentação; indivíduos com febre; com peso abaixo de 50 kg; maiores de 65 anos; que tenham se submetido a grandes cirurgias; recebido transfusão; feito tatuagem ou colocado piercing há menos de um ano.

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Em uma única doação é possível salvar até quatro vidas, uma vez que o material é separado em diferentes hemocomponentes concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos), concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado que podem ser utilizados em diversas situações clínicas.

De qualquer modo, é necessária a conscientização de que a doação de sangue precisa ser feita não apenas em épocas de campanhas para o reabastecimento de baixo estoque, mas durante todo o ano. O sangue doado tem sempre utilidade e nunca sobra, pelo contrário, faz falta.

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