Após cinco décadas no Mundial de Motovelocidade, a Suzuki deixa a MotoGP (Foto: Divulgação)

Após rumores envolvendo sua participação na temporada 2012, a Suzuki confirmou oficialmente nesta sexta-feira que irá se retirar da MotoGP. O anúncio foi classificado como uma “suspensão temporária” das atividades na categoria, visando um retorno em 2014, já dentro da nova configuração técnica que será adotada pelo Mundial de Motovelocidade. De acordo com o comunicado emitido pelos japoneses, a recessão econômica e as recentes tragédias naturais no país também influenciaram na decisão.

– A Suzuki Motor Corporation decidiu suspender temporariamente a sua participação no Mundial de MotoGP a partir de 2012. Esta suspensão visa lidar com algumas circunstâncias difíceis, causadas principalmente pela prolongada recessão nos países desenvolvidos, uma desvalorização histórica do iene japonês e catástrofes naturais recorrentes – diz o comunicado.

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A montadora reafirmou seu compromisso com as competições em duas rodas, não apenas no Mundial de Motovelocidade, mas também em outras frentes.

– Temos a intenção de retornar à MotoGP em 2014. A Suzuki irá se concentrar a partir deste momento no desenvolvimento de uma máquina de corrida competitiva para a nova classe. A Suzuki continuará nas corridas de MotoCross e também atuando no fornecimento de peças para corridas de estrada com motocicletas de série – enfatiza a nota oficial.

Com cinco décadas de atuação no Mundial de Motovelocidade em diversas categorias, a Suzuki se consagrou com títulos na era das motos de 500cc, que durou até 2002. Foram seis títulos no período, o último deles em 2000, com o norte-americano Kenny Roberts Jr. Após a mudança para os motores de dois para quatro tempos, a fábrica nunca mais atingiu o mesmo grau de competitividade, até reduzir seu time oficial a uma moto nesta temporada, com o espanhol Álvaro Bautista – já acertado com a Gresini Honda para 2012.

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A última vitória da Suzuki no Mundial, única da montadora na era dos motores de quatro tempos, foi em 2007: uma corrida confusa sob chuva em Le Mans, na França, vencida por Chris Vermeulen. O último pódio da equipe veio no ano seguinte, na prova da República Tcheca, em Brno. Com a saída da Suzuki, a classe de elite do Mundial de Motovelocidade fica apenas com Honda, Ducati e Yamaha na condição de equipes de fábrica. A partir de 2012, as motos serão equipadas com motores de 1000cc, em vez dos de 800cc utilizados atualmente.

Veja os pilotos campeões mundiais com a Suzuki na classe 500cc:

Barry Sheene (1976 e 1977)
Marco Lucchinelli (1981)
Franco Uncini (1982)
Kevin Schwantz (1993)
Kenny Roberts Jr (2000)

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