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Saber escolher o cirurgião plástico é o passo mais importante antes de se submeter a qualquer procedimento, mesmo que possa parecer simples. Porém há outras medidas importantes, lembra o cirurgião Alan Landecker, instrutor do Dallas Rhinoplasty Symposium e especialista em plástica de nariz. Para evitar frustrações e ansiedade, a pessoa deve entender que todas as cirurgias têm um tempo de inchaço e recuperação. O resultado final costuma demorar meses para aparecer.

Não raro é preciso fazer pequenos ajustes, cirúrgicos ou não, após uma plástica para melhorar o resultado, lembra o médico. Ele diz que o processo de envelhecimento é contínuo e sem hábitos saudáveis e controle do estresse, só a plástica não resolve. Para ter bons resultados, e duradouros, ele dá algumas dicas em seu livro, “Cirurgia plástica – Manual do Paciente” (BBD, editora).

Escolha do cirurgião: Deve-se buscar um profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: www.cirurgiaplastica.org.br , e referências sobre seu trabalho. Leve em conta a formação do médico, a quantidade e qualidade da informação que recebe na consulta, além da sensação de confiança/empatia durante a consulta. Antes da cirurgia, o paciente deve assinar o termo Consentimento Informado, que autoriza a realização do procedimento. Nesse documento o paciente “demonstra o seu entendimento e aceitação em relação aos potenciais benefícios e riscos associados à plástica, e a confiança mútua entre médico e paciente”, comenta Landecker. É bom prestar atenção e cada item.

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Expectativas: É importante ter motivações e expectativas realistas. O cirurgião não faz milagre, não haverá perfeição. O objetivo é melhorar a aparência. Por isso, é importante estar em boa forma física e psicológica, dados que podem ser confirmados no pré-operatório. Nada de decidir encarar um bisturi apenas por impulso.

Falsa percepção: Há casos em que só o paciente acredita que tem um problema estético numa determinada parte do corpo. Isso pode indicar o que médicos chamam de dismorfia, que atinge 5% dos casos. Em plástica de nariz, este índice chega a 20%. Esse problema contraindica a plástica. O procedimento estético não resolve questões psicológicas, nem crises interpessoais. É um erro se submeter a uma plástica para agradar outra pessoa.

Riscos: Qualquer procedimento cirúrgico tem risco. Daí a recomendação de procurar uma clínica ou hospital com centro cirúrgico bem equipado e CTI. A visita prévia do anestesista é essencial, para avaliar antecedentes clínicos e cirúrgicos do paciente, e decidir qual será anestesia aplicada. São várias as situações que podem ocorrer, como sangramentos durante ou após a operação; o que interfere na cicatrização e abre caminho para infecção. Para reduzir essa chance, Landecker recomenda não usar acidoacetilsalicílico (aumenta a chance de hemorragia), antiinflamatórios e ervas medicinais por duas semanas antes ou após a cirurgia. Pressão alta não controlada, esforço excessivo e prisão de ventre podem facilitar o sangramento.

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Cicatrizes: Mesmo com as técnicas mais modernas, a cicatrização é uma característica individual. Algumas pessoas e áreas do corpo (peito, ombro e face) tendem a cicatrizar mal, formar queloides. Porém, a aparência melhora com o processo natural, que dura de seis meses a dois anos. Massagens com cremes específicos, curativos especiais, uso de corticoides, antibióticos, radioterapia e betaterapia são tratamentos indicados, dependendo de cada caso.

Alergias: São raras, mas podem ocorrer reações a substâncias usadas na cirurgia. Placas ou manchas avermelhadas, inchaço, são alguns dos sinais.

Assimetria: Landecker lembra que o corpo é naturalmente assimétrico. Portanto, não dá para garantir a perfeita simetria em qualquer plástica.

Fumo: O hábito de fumar retarda a capacidade de recuperação do corpo, devido aos efeitos da nicotina, substância que causa constrição dos vasos e redução do fluxo de nutrientes para a cicatrização. Os pacientes fumantes apresentam maior tendência a infecções, problemas na pele e com a anestesia. Há médicos que pedem que o paciente deixe de fumar pelo menos quatro semanas antes e depois de cirurgias de face, mamas e abdômen.

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Recuperação: A recuperação de uma cirurgia depende do tipo de operação e da reação do organismo, que é uma característica individual. E ainda de vários fatores, como tipo de cirurgia, região do corpo operada, técnica aplicada etc. Recursos como drenagem linfática manual, uso de ultrassom, aparelho de eletrossucção, massagem com aparelho (endermologia) e laser de baixa potência ajudam. Assim como nutrição balanceada, hidratação correta e um bom aspecto emocional.

AGÊNCIA O GLOBO

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