O prefeito Zé Carlos do Pátio encaminhou nesta terça-feira (27), para o Legislativo, conforme solicitação dos vereados, um projeto de Lei para conceder abono salarial de 30% a toda equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu 192. O prefeito avalia que o abono é uma forma de recompensar a ampliação dos trabalhos desde 2009, quando o serviço passou a ser regional. “Mesmo não recebendo o reconhecimento que Rondonópolis merece, sem o apoio adequado, nós decidimos oferecer o abono”, esclarece Pátio.

O prefeito reforça que o município está no limite. Além dos materiais e da manutenção dos veículos que é feita regularmente pela atual administração, a Prefeitura repassa 35% de todo o investimento ao Samu 192. “Defendemos que a regulação dos serviços continue na cidade, mas precisamos que cada setor assuma seu papel. Não se pode politizar o problema porque o município cumpre seu dever de forma rigorosa. É necessário mudar o foco, Rondonópolis faz acima de suas obrigações e outros também de fazer”, enfatiza.

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Desde a instalação do Samu 192 em Rondonópolis, no ano de 2005, os serviços sofrem ampliações ano a ano. A partir de 2009 o atendimento passou a ser regional e é oferecido a 19 municípios do Sul do Estado de Mato Grosso com uma equipe de 15 médicos, 7 enfermeiros, 23 técnicos de enfermagem que se revezam em esquema de plantão 24 horas por dia. Atualmente o Samu 192 disponibiliza a população 1 Unidade de Suporte Avançado – USA, 2 Unidades de Suporte Básico – USB e 1 Central de Regulação Médica para cerca de 350 mil habitantes.

Para que os serviços não sejam interrompidos, a Prefeitura de Rondonópolis já investiu neste ano R$ 70 mil na reforma dos veículos, e R$15 mil na aquisição de material de expediente como colar cervical, por exemplo, e pranchas para a locomoção dos pacientes.  Outro investimento do Poder Público Municipal foi na contratação de três radio-operadores que antes era feito com o apoio dos soldados do Corpo de Bombeiros.

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O coordenador do Samu 192, Adriângelo Magalhães, esclarece que a responsabilidade das despesas deste atendimento deve ser uma união entre os governos municipal com 25%, estadual com 25% e federal com a maior parcela de 50%. Só que o município de Rondonópolis gasta 87% do repasse com folha de pagamento e com uma contrapartida de 35%, ou seja, 10% a mais do exigido por Lei. É também de responsabilidade apenas do Ministério da Saúde o repasse de novas ambulâncias a cada 3 anos ou 3 mil quilômetros rodados para que os profissionais tenham condições de proteger a vida das pessoas.

Com o objetivo que melhorar ainda mais o atendimento do Samu 192 processos de licitação vão ser abertos para a construção da Central de Regulação Médica estimada em R$240 mil com recursos próprios e para reforma do espaço físico do Dnit, com a criação de um posto avançado.

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Adriângelo Magalhães, também defende a boa atuação do serviço. Ele reforça que o município é um pólo que responde por várias cidades e que não é justo que apenas a Prefeitura suporte todas as despesas. “Viabilizar meios para dar continuidade ao serviço é tarefa conjugada, porque a saúde é um direito de todos, mas dever Federal, Estadual e Municipal”, declara.

Em 2011 a Prefeitura adquiriu ainda uma central telefônica digital antitrote (aguarda a instalação), uniformes para a equipe e todos os medicamentos utilizados nas viaturas. O coordenador finaliza tranquilizando as famílias rondonopolitanas. “Mas a população pode ficar tranquila que o atendimento continua 24 horas por dia com uma equipe competente e qualificada”, finaliza.

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