Fonte: IBGE

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta terça-feira (6) que a “desaceleração” da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano é “passageira”. Segundo ele, as medidas tomadas no início de 2011 pelo governo para conter a inflação, como o aumento do compulsório e da taxa básica de juros, assim como a crise internacional, contribuíram para o resultado do PIB.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a economia brasileira ficou estável no primeiro trimestre de 2011 (crescimento zero) na comparação com os três meses anteriores. No segundo trimestre, em relação ao primeiro, a economia havia registrado crescimento de 0,7%, segundo dados revisados.

“No quarto trimestre, a economia já estará acelerando porque uma parte das medidas que tomamos já estão sendo revertidas”, declarou Mantega a jornalistas. Como exemplo da reversão de ações adotadas no começo deste ano, em um momento que o crescimento da inflação preocupava a equipe econômica, ele citou a redução do IOF para pessoas físicas e da taxa básica de juros da economia brasileira.

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Depois de subir até julho, em cinco reuniões, o Banco Central passou a reduzir os juros de agosto em diante e, até novembro, a taxa básica da economia brasileira quase retornou ao patamar do começo de 2011, praticamente “devolvendo” todo aumento do começo deste ano. “Os juros caíram pelo terceiro encontro consecutivo e reduzimos o IOF para o crédito de 3% para 2,5%. Estamos reativando economia”, declarou ele.
O ministro da Fazenda admitiu ainda que o crescimento da economia brasileira não deve atingir a previsão oficial do governo brasileiro de 3,8%, divulgada recentemente. Segundo ele, a taxa de expansão, de 2011, deve ficar próxima de 3,2% (variação registrada de janeiro a setembro deste ano). “Alguma coisa neste patamar”, disse Mantega. De acordo com o ministro, o crescimento do ano que vem, até o momento previsto em 5%, também pode ficar menor, entre 4% e 5%.

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Na visão de Mantega, o quadro de desaceleração econômica é “reversível”. “Esse quadro é reversível. O quadro do crédito, por exemplo, é controlado pelo governo. Podemos diminuir ou aumentar o crédito. Aqueles que estão prevendo 3% [de crescimento] para o próximo ano estão um pouco pessimistas. Não estão levando em consideração a peculiaridade da economia e os instrumentos que temos”, declarou Mantega, acrescentando que a massa salarial, e os empregos, ainda não foram afetados pela desaceleração da economia.

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