Foto: São Paulo Urgente

Projeto pioneiro vai reciclar equipamentos antes inutilizados, que serão recuperados e destinados a telecentros, entidades filantrópicas, escolas e bibliotecas. Várzea Grande terá a possibilidade de trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável por meio de um projeto pioneiro, da câmara municipal

O autor do projeto, vereador Antonio José de Oliveira (Toninho do Gloria) líder da bancada do (PV) destacou que o principal foco do projeto é a saúde pública da população, protegendo-a de resíduos tóxicos que os equipamentos eletrônicos liberam ao serem despejados na natureza sem os cuidados necessários. Esses equipamentos são também conhecidos por “lixo eletrônico”.

De acordo com o parlamentar, ao mesmo tempo em que a sociedade se conscientiza da não agressão à natureza, ajuda também o Estado a desenvolver um projeto social – o da reciclagem desses equipamentos e fomentando a inclusão digital.

O material recebido pelos instrutores será avaliado e selecionado de acordo com o estado de uso. Dependendo do material, os novos computadores remontados serão enviados a entidades filantrópicas onde há necessidade de equipamentos de informática. Outros materiais serão desmontados e transformados em peças como bacias e utensílios de plástico, para serem comercializados e gerar renda às famílias.

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Outros projetos do vereador Toninho do Gloria são o “Várzea Grande no Mapa” e o “DeRepente”, que consistem em levar as pessoas carentes ao mundo virtual. Toninho aponta que serão muitas as vantagens geradas a partir da doação dos equipamentos de informática aparentemente “sem utilidade” e “guardados” em casa. “Há acréscimo do ciclo de vida do equipamento, promovendo a inclusão digital com a doação para que alguém possa reutilizá-lo, principalmente dentro desse projeto”, destaca.

Material reciclável e “ouro bruto” para a ONU

Segundo Toninho do Gloria (PV), há um dado ainda mais surpreendente no assunto. “Cerca de 95% de todas as peças de um computador ou de material eletrônico são recicláveis. Nos Estados Unidos, por exemplo, isso não é tratado como lixo ou desperdício como no Brasil, mas como uma joia”, informa. “Isso aqui no Brasil e em Mato Grosso é um lixo caro”, afirma Toninho.

O parlamentar cita uma frase proferida durante reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). “Em um desses encontros na ONU, foi constatado que existe mais ouro em uma tonelada de placa-mãe do que em uma tonelada de minério de uma mina de ouro”, avalia.

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Com a conscientização em tempos de aquecimento global do planeta, um dos pontos favoráveis é o impedimento de que o lixo eletrônico seja jogado em lixões ou vá parar em aterros comuns e contaminar o solo e as águas.

Feita a reflexão de que não se deve jogar na natureza aquilo que ela não criou, Toninho do Gloria (PV) lista o que a população pode doar em termos de equipamentos que se acumulam em casa.

“Qualquer cidadão poderá entregar ao projeto seu ‘lixo’ eletrônico, como microcomputadores, monitores, estabilizadores, teclados, mouses, celulares, baterias de celulares, pilhas, cabos de força, impressoras, disquetes, CPUs, cartuchos de impressora, CDs, DVDs, entre outros que estão entre os mais comuns, que as pessoas não sabem como dar uma destinação final e acumulam nas residências”, informa o parlamentar.

De acordo com Toninho do Gloria, o grupo ambientalista Greenpeace estima que anualmente são produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletro-eletrônico composto de computadores e periféricos, celulares e eletrodomésticos, celulares e baterias, pilhas etc., cuja modalidade de poluente já representa 5% de todo o lixo gerado pela humanidade.

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As pessoas acumulam inadvertidamente elementos químicos tóxicos utilizados em equipamentos eletrônicos associada aos danos à saúde, como o mercúrio, o chumbo, entre outros, que causam problemas muitas vezes irreparáveis.

Os equipamentos doados são recondicionados e se transformarão em computadores para Inclusão Digital. O projeto visa também reutilizar os equipamentos que podem ser usados de forma adequada dentro de outras instituições sociais como as empresas privadas que se interessem pelo reaproveitamento dos equipamentos.

Malefícios causados por elementos contidos no lixo eletrônico

Chumbo – Causa irritabilidade, tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação, insônia e hiperatividade.

Mercúrio – Problemas de estômago, distúrbios renais e neurológicos, alterações genéticas e no metabolismo que podem gerar até o câncer.

Cádmio – Agente cancerígeno, afeta o sistema nervoso, provoca dores reumáticas, distúrbios metabólicos e problemas pulmonares.

Zinco – Provoca vômito, diarréia e problemas pulmonares.

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