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Enfim uma saída viável para a crise gerada pela quebra do Frigorífico Mataboi junto à pecuária regional. Depois da reunião de terça-feira 19, no Parque de Exposições, onde os produtores, credores do Mataboi na região, avaliaram e aprovaram a proposta final, negociada entre o Sindicato Rural de Rondonópolis – Famato/Imea e o frigorífico, o cronograma de pagamentos será levado para a Assembléia Geral de Credores, em Araguari MG, sede da ação de Recuperação Judicial do Mataboi.

A única voz discordante na reunião do Parque de Exposições, convocada pelo Sindicato Rural, foi de Luciano Vacaro, ligado à Acrimat, que se posicionou contrário aos termos negociados no acordo de pagamentos e tentou convencer os pecuaristas regionais a favor de uma proposta paralela. Com a tomada de posição dos credores presentes em torno da proposta do Sindicato/Famato, a proposta de Vacaro ficou restrita a uma pequena minoria representada por sua associação.

A Assembléia Geral, em Araguari MG, será realizada no auditório do Pica Pau Country Clube, no próximo dia 13 de dezembro, em primeira chamada e, na eventual falta de quórum, no dia 19, em segunda chamada. Nesta assembléia será votada, pelos credores presentes, a proposta final negociada entre os produtores e o frigorífico.

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A elaboração desta proposta contou com a articulação dos pecuaristas credores de Rondonópolis e, região sul do estado, sede da unidade fechada do Mataboi, através do Sindicato Rural, a supervisão da Famato e, a assessoria técnica do IMEA Instituto de economia da Federação de Agricultura. De acordo com esta proposta os pecuaristas com créditos de até 25 mil reais receberão em quatro parcelas trimestrais, no primeiro ano. Os demais credores receberão até 18% dos seus créditos, também neste ano. Os pecuaristas com créditos de até 52 mil reais receberão, também em parcelas trimestrais, no segundo ano do cronograma, com os demais recebendo 36,55% dos seus créditos. No terceiro ano receberão os pecuaristas com créditos até 75 mil reais, com os demais recebendo até 64,06% dos seus créditos. No último e, quarto ano do cronograma de pagamentos, os credores restantes do Mataboi terão quitados seus créditos restantes.

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De acordo com o advogado Sergio Guareschi, a proposta a ser votada no dia 13, quando da Assembléia Geral de Credores, em Araguari MG, é resultado de um intenso e criterioso trabalho do Sindicato Rural de Rondonópolis, com a ajuda dos economistas do Imea/Famato, que avaliaram a contabilidade do Mataboi, sua projeção de entrada de receitas a partir das atividades do frigorífico e, a disponibilidade real da empresa em cumprir com os compromissos à longo prazo, previstos no cronograma. “Depois desta análise rigorosa e, das condições reais do Mataboi, definiu-se que a única possibilidade de ressarcimento dos débitos junto aos pecuaristas era a proposta apresentada e, aprovada, pelos credores de Rondonópolis e região. Até porque os números não mentem e, os pecuaristas regionais não suportam mais a demora para solução da crise. Estes produtores apostam numa aprovação rápida para o plano, já na primeira assembléia, de forma que os pagamentos tenham início de imediato. A não aprovação deste cronograma não interessa aos pecuaristas que querem e, merecem, o fim do imbróglio”, declarou Guareschi.

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O Frigorífico Mataboi emitiu nota a respeito do final das negociações com o Sindicato Rural-Famato/Imea, afirmando que a mesma proposta foi apresentada aos credores das suas plantas de Três Lagoas, Jussara e Araguari e todas, a exemplo de Rondonópolis, aprovaram o cronograma de pagamentos aos pecuaristas credores, que será votada e implementada na Assembléia Geral de Araguari.

Segundo a nota é uma proposta consistente e baseada em plano de viabilidade econômico-financeira e, portanto, exeqüível de ser cumprida, liquidando em 100% os débitos com os pecuaristas. O frigorífico reforça ainda, no comunicado, a importância do comparecimento dos credores, ou de seus advogados e representantes, na Assembléia Geral para uma solução final da crise e, que pode garantir o início dos pagamentos aos credores do Mataboi.

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