Considerado um dos grãos mais eficazes na prevenção e diminuição do risco de
problemas cardiovasculares, pressão alta, obesidade, colesterol e diabetes, a
chia chegou no Brasil há pouco. Proveniente da região dos Andes, o alimento é
considerado uma importante fonte de ácido graxo ômega 3 de origem
vegetal.

De acordo com a nutricionista da Unidade de Doenças
Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Carolina Chica,
pesquisadora do grão há quase 10 anos, a chia dispõe de proteínas de alto valor
biológico, fibras e antioxidantes, o que confere ao alimento um poderoso aliado
no combate aos radicais livres.

— Além disso, a chia tem ação
anti-inflamatória e grande capacidade de absorção de glicose, ideal para a
prevenção do diabetes e controle da insulina — afirma a especialista.

A aparência do grão de chia é próxima ao gergelim, porém com uma coloração mais
escura. Uma de suas vantagens é que pode ser consumido em sua forma natural, sem
a necessidade de trituração para obter seus nutrientes, como exigem alguns
outros grãos. Pode ser utilizado no preparo de bolos, pães e massas, além de ser
normalmente consumido com cereais matinais, sopas, saladas, iogurtes, sucos,
vitaminas e frutas.

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A grande vantagem da chia é a sua praticidade. Você
pode consumi-la em sua forma natural, sem a necessidade de triturar ou
moer.

Este alimento tem uma história curiosa: o grão era uma das
principais fontes de alimentação dos povos andinos da era pré-colombiana, com
plantio desde 2600 a.C. Era cultivado no México e na Guatemala e consumido
principalmente pelos maias e astecas para aumentar a resistência física. No
entanto, a chia também estava atrelada a rituais sagrados e servia como oferenda
aos deuses dessas civilizações, o que despertou a ira de espanhóis católicos que
viam a cerimônia como um ritual pagão. Com isso, seu cultivo foi extinto por
séculos e só foi retomado no início da década de 90 por um grupo de
pesquisadores argentinos em parceria com a Universidade do Arizona (EUA). Desde
então, os cientistas têm se voltado para pesquisas com o grão.

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Hoje, a chia pode ser encontrada na alimentação dos povos norte-americanos, canadenses,
japoneses, australianos, mexicanos, chilenos e de grande parte da América
Latina. Estudos científicos apontam seus benefícios na prevenção e no controle
de diabetes, colesterol, hipertensão, e câncer de mama, entre outras
doenças.

A fibra também é outro ponto importante a se considerar nesse
superalimento. Em torno de 40% são fibras dietéticas, sendo 36% de fibra
insolúvel e 5% de fibra solúvel. Muitos nutricionistas recomendam seu consumo
como um aliado em dietas de redução de peso.

— Seu poder de emagrecimento
está relacionado a elevada quantidade de fibras que proporcionam sensação de
saciedade. Quando entram em contato com a água, essas fibras formam uma espécie
de gel no estômago, dando sensação de saciedade — afirma a nutricionista
Fernanda Granja.

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Uma gordura essencial

:: O ômega 3 é um ácido graxo essencial. Trata-se de uma gordura importante para o
organismo, mas que apesar de necessária, não é produzida pelo corpo humano. Em
geral, os ácidos graxos essenciais regulam as funções do organismo e contribuem
para a absorção de vitaminas, para a síntese de hormônios e previnem doenças
cardiovasculares.

:: O ácido graxo ômega 3 tem um papel essencial nas
membranas do sistema nervoso e é muito importante para o sistema cardiovascular.
Ele impede a formação de trombos, faz com que o sangue flua melhor e protege a
camada do endotélio. Além disso, cumpre uma função importante na parte elétrica
do corpo como o coração, a retina e também na capacidade de aprendizado do
indivíduo como a atenção e a memória, melhorando o desempenho intelectual.

 

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