Foto; Varlei Cordova / AGORA MT

A denúncia de que as câmeras de monitoramento não estão mais funcionando em Rondonópolis causou revolta na sociedade. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg), Jaime Araújo, afirmou que chegou a hora da sociedade levantar a voz e fazer com que o município arque com suas responsabilidades em relação à manutenção.

De acordo com Jaime esse é o momento em que mais se precisa das câmeras de segurança para tentar coibir a criminalidade na cidade e elas simplesmente pararam de funcionar. “Quem paga o preço é a população que fica a mercê dos bandidos. Com a ajuda das câmeras de segurança o resultado do combate ao crime poderia ser maior”, fala.

A secretaria de Administração, Mara Gleive, falou na sexta-feira (20) em entrevista ao AGORA MT que a Polícia Militar não havia comunicado que as câmeras não estavam funcionando, mas que os equipamentos sempre passam por manutenção.

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O comandante da Polícia Militar, Major Odair Moura, conta que faz tempo que as câmeras vêm funcionando precariamente e que a situação é de conhecimento público e também do munícipio, já que os problemas foram denunciados desde o ano passado. “Se houvesse alguém que fizesse realmente a manutenção, a prefeitura saberia que os equipamentos não funcionam”, diz.

Moura afirmou que ainda hoje vai entregar um ofício pedindo a retirada dos equipamentos de dentro da base da PM. “Essa situação só vem causando desgaste a PM, as pessoas pedem as imagens e nós não temos o que fornecer. Já que o sistema de segurança não vem alcançando o objetivo o melhor é pedir a remoção de dentro da PM”, alega.

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O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Segurança Pública da Câmara Municipal, vereador Miltom Mutum, explicou que se as câmeras não voltarem a funcionar quem perde é apenas a sociedade. De acordo com o Mutum quando o secretario de Segurança Pública do Estado, Diógenes Curado, esteve em Rondonópolis afirmou que o governo teria recursos para colocar as câmeras para funcionar, mas que é preciso o munícipio querer.

“Isso é de responsabilidade da prefeitura, ela que tem que tomar a frente para que os equipamentos voltem a funcionar e bem, não da maneira que estava onde apareciam apenas vultos”, comenta.


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