Pelo segundo mês consecutivo, Rondonópolis fechou com saldo negativo na geração de empregos formais, segundo dados divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em 2011, o emprego com carteira assinada acumulou 2.268 novos postos de trabalho, 11% a menos do o registrado em 2010. Dos 12 meses analisados pelo Caged no ano passado, quatro terminaram com o saldo negativo de empregos, sendo eles março, agosto, novembro e dezembro.

Em dezembro, foram contratados 1.734 e de contrapartida foram demitidos 2.424, chegando ao total negativo de 690. O setor de construção civil foi o que mais demitiu no mês passado resultando no saldo negativo de 151. Em seguida, ficou o comércio que mesmo empregando 550 pessoas não foi suficiente para ultrapassar o número de funcionários que perderam emprego no setor com 695 demissões.

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O mês em que mais houve contratações em 2011 foi fevereiro com 572 novas vagas. Janeiro ficou com o segundo lugar empregando 536 pessoas. O coordenador do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Rondonópolis, Gerson Ferreira dos Santos da Silva, afirmou que a queda do emprego na cidade se deve a falta de qualificação profissional.

“Vagas têm bastante, mas temos a dificuldade de encontrar pessoas com habilidades comprovadas para ocupar esses cargos”, fala. Gerson conta que só neste mês deve empregar cerca de 300 pessoas no ramo da agricultura devido à colheita da soja e capina de algodão. No setor de construção civil há 100 vagas em aberto.

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O presidente da Comissão Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura da Câmara Municipal, vereador Cido Silva, explicou que o poder público poderia investir em cursos profissionalizantes específicos para o ramo das empresas que estão se instalando em Rondonópolis. “Assim teríamos mão de obra qualificada e mais pessoas empregadas. O Governo e o Município tem que seguir o mesmo caminho para tentar melhorar o mercado de trabalho”, diz.

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