Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) realizada entre 30 países, demonstra que o Brasil é o último no ranking sobre o aproveitamento dos recursos arrecadados, inclusive entre os sul-americanos – Argentina e Uruguai. Os impostos arrecadados poderiam ser mais bem investidos em benefício da população.

João Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT, defende a redução da quantidade de imposto cobrados no país e o aperfeiçoamento na utilização dos recursos. De acordo com a pesquisa é preciso uma ação rápida para reverter esse quadro.

Olenike argumenta que apesar do Brasil ser o sexto maior país em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e apresentar grande crescimento econômico precisa transformar esses índices em qualidade de vida para a população.

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O estudo analisou o comportamento dos consumidores e a aplicação dos recursos nos 30 países. Pela ordem, os piores colocados no ranking são o Brasil, a Itália, a Bélgica, a Hungria e a França. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores consideraram a carga tributária de cada país, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e elaboraram o que foi chamado de Índice de Retorno de Bem Estar da Sociedade (Irbes).

De acordo com o IBPT, em 2011, o Brasil arrecadou cerca de R$ 1,5 trilhão em pagamentos de tributos que deveria voltar mais significativamente para a população. Segundo o presidente do IBPT, um dos aspectos considerados graves pela pesquisa é que não há retorno em investimentos básicos para a população.

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Olenike citou como exemplo os serviços relativos à educação, saúde e segurança. De acordo com ele, a população se vê obrigada a complementar o que o Poder Público deveria arcar, a prova disso é a necessidade de contratação de planos de saúde e pagamento de pedágios nas rodovias.

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