Secretário do Meio Ambiente cobra a permanência do IBAMA em Rondonópolis. Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

Em uma reunião na Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, realizada na manhã desta quarta-feira (04/12), para formalizar a doação de madeiras apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) ao município, o secretário municipal do Meio Ambiente (SEMMA), Lindomar Alves, afirmou que possivelmente Rondonópolis ficará sem a unidade de fiscalização.

De acordo com Lindomar, a possibilidade de fechamento da unidade é fruto de um projeto nacional que visa enxugar as despesas do órgão, assim como Rondonópolis o IBAMA irá retirar as unidades em outras cidades brasileiras.

Contudo o secretário questiona a real intensão e consequência do fechamento das unidades do IBAMA, principalmente em Rondonópolis, pois é uma rota de acesso a Floresta Amazônica. “Além de intensificar a fiscalização de desmatamento e transporte de madeiras ilegais, o IBAMA também atua na questão dos animais silvestres que são retirados na floresta. Para a região sul do Estado, a permanência do escritório de Rondonópolis é de suma importância para que sejam fortalecidos os trabalhos de preservação do meio ambiente”, indagou Lindomar.

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O secretário disse que esteve na superintendência em Cuiabá e na sede em Brasília, juntamente com o ex-secretário de Agricultura e Pecuária, Valdir Correia, e solicitaram a permanência da unidade em Rondonópolis. E buscam apoio da bancada federal para a não retirada da unidade do município.

Durante a reunião Alves foi enfático e disse que o IBAMA precisa de uma melhor estruturação para atender todas as ocorrências, pois algumas ações não foram realizadas por falta de recurso, e sugeriu a criação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), que resolveria o problema de apreensão de animais capturados até a reinserção no meio ambiente e no tratamento de animais silvestre feridos, como foi o caso da onça atropelada e sacrificada no ano passado.

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O chefe do escritório regional do IBAMA em Rondonópolis, Luiz Carlos Pinheiro, afirmou que realmente existe a possibilidade do município ficar sem a unidade, mas não sabe informar em qual situação o processo se encontra.

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